03/02/2022 às 18:28

03

Quinta

Fev

3 minutos de leitura
Compartilhar
Compartilhe

Por Rodrigo Franchini, Sócio e Head de Relações institucionais da Monte Bravo

O Comitê de Política Monetária, o COPOM Comitê de Política Monetária, o COPOM, decidiu aumentar em 150 pontos-base a Taxa Selic, chegando a 10,75%, conforme as previsões do mercado. Este é o oitavo aumento consecutivo da taxa, e a tendência é que chegue próximo aos 12% para a próxima reunião do COPOM, que acontece a cada 45 dias. Como falamos aqui, na penúltima reunião de 2021, a taxa Selic subiu de 7,75% ao ano para 9,25% ao ano por decisão unânime. 

O que entendemos deste cenário

De forma geral, os juros no mundo todo estão subindo e, no Brasil não teria como ser diferente. Este não é um aumento errôneo. A única coisa que podemos discutir é a magnitude dele. Mas o fato é que o Brasil tem um risco fiscal muito alto e, importarmos a inflação por causa da alta do dólar, só agrava essa situação.

A previsão é de que este será um ano cuja taxa de juros permanecerá nos dois dígitos, e não teremos muito como fugir dessa situação. Num cenário otimista, é possível que a taxa de juros só comece efetivamente a baixar no fim deste ano ou no segundo trimestre do ano que vem, quando poderemos trabalhar com uma Selic entre 8 e 9%.

O grande problema em manter esse juros alto por muito tempo, é ter, inevitavelmente, uma problemática de crescimento econômico. Afinal, quando a taxa de juros fica em dois dígitos, o Custo Brasil fica em dois dígitos também. Portanto, a aquisição de bens duráveis como imóveis e automóveis, é utilizado crédito, então tudo acaba ficando ainda mais caro.

A alta de juros também está atrelada à diminuição do potencial de crescimento econômico, o famoso PIB de crescimento. De acordo com as perspectivas e previsões do mercado, ele deve ficar em zero ou um valor muito próximo disso, com crescimento marginal.

O grande ponto para a economia é sobre o quanto o cenário eleitoral vai afetar a queda da Selic, uma vez que provoca um momento mais desafiador e gera insegurança.

E como ficam os investimentos?

Conforme já falamos algumas vezes aqui no blog, a tendência é que a renda fixa continue em alta. Títulos pós-fixados, ou seja, aqueles que acompanham a variação da Selic, seguem cada vez mais atrativos.

Entretanto, também devemos ficar atentos à ativos internacionais por conta da volatilidade do dólar, conforme falamos neste artigo aqui.

Por isso, recomendamos procurar seu assessor de investimentos, para manter uma carteira diversificada e que esteja de acordo com o seu perfil de investidor(a) a fim de evitar riscos para o seu patrimônio. 

Se você ainda não conta com uma assessoria de investimentos, entre em contato com nossos especialistas e receba todas as orientações para criar um portfólio personalizado para você e de acordo com seus objetivos.

Rodrigo Franchini
Sócio e Head de Relações Institucionais na Monte Bravo

Rodrigo Franchini é bacharel em Direito, e há 17 anos atua no mercado financeiro. Tem MBA pela FGV em Bancos e Instituições Financeiras. Trabalhou em grandes instituições como HSBC no cargo de Gestor de Patrimônio, Itaú Personnalité e Safra, ambos no cargo de Gerente de Alta Renda e também no Bradesco como Especialista de Investimentos. Possui as certificações CPA 10 / CPA 20 / CEA / Ancord

Artigos Relacionados

  • 17

    Sexta

    Jun

    17/06/2022 às 15:00

    Economia

    Fed e Copom: como os aumentos dos juros impactam os investimentos?

    Compartilhe

    CompartilheO Federal Reserve, dos Estados Unidos, e o Comitê de Política Monetária brasileiro, o Copom, anunciaram as decisões de elevar juros na última Super Quarta, dia 15. O Fed realizou aumento de 0,75 ponto percentual, para uma faixa de 1,5% a 1,75%. Este foi o primeiro e o maior aumento dessa magnitude desde 1994. Já […]

    Continue lendo
  • 30

    Segunda

    Mai

    30/05/2022 às 11:39

    Economia

    Come-Cotas: O que é e como funciona?

    Compartilhe

    CompartilhePouco apreciado por investidores e gestores, o come-cotas é um assunto bastante discutido no mercado nesta época do ano. Ele nada mais é do que uma antecipação do Imposto de Renda de quem investe em alguns fundos de investimentos específicos – especialmente os abertos. Sua incidência ocorre no último dia útil de maio e novembro, […]

    Continue lendo
  • 25

    Quarta

    Mai

    Como funcionam os ciclos econômicos no Brasil e como impactam investimentos? Entenda.

    25/05/2022 às 10:04

    Economia

    Como funcionam os ciclos econômicos?

    Compartilhe

    CompartilheOs ciclos econômicos são um dos assuntos mais importantes para o investidor. Isto porque eles são responsáveis por boa parte do direcionamento de fluxo de capitais, seja no Brasil ou em qualquer outro país. De forma resumida, compreender como funcionam os ciclos econômicos ajuda a entender para onde vai o dinheiro e como você pode […]

    Continue lendo
Invista com a gente

Ao navegar neste site, você aceita os cookies que utilizamos para melhorar sua experiência.

Fechar

Loading...

Fechar

1