12/01/2022 às 14:14

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Por Rodrigo Franchini, sócio e head de Relações Institucionais da Monte Bravo

O IPCA, a inflação oficial do Brasil, fechou o ano de 2021 em 10,06%, bem acima da meta estabelecida pelo Banco Central, de 3,75% – e que contava com tolerância de 1,5 ponto percentual. Essa é a maior alta desde 2015, quando chegou a 10,67%. Em dezembro, o índice chegou a desacelerar para 0,73%, após ter registrado taxa de 0,95% em novembro.

O resultado, como era de se esperar, movimentou o mercado, e levou o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a publicar uma carta aberta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, explicando os fatores que contribuíram para o estouro da meta.

Campos Neto classificou dois dos fatores como “fenômenos globais” e deixou de fora o risco fiscal, um dos temas que mais movimentou o mercado durante o segundo semestre de 2021, especialmente com a tramitação da PEC dos Precatórios. Foram apontados por Campos Neto como os principais motivos para a inflação em 10,06%:

•  Forte elevação dos preços de bens, em especial os de commodities;

•  Desequilíbrios entre demanda e oferta de insumos, provocando gargalos nas cadeias produtivas globais.

•  Bandeira “escassez hídrica” de energia elétrica, acionada em setembro.

Para o presidente Jair Bolsonaro, as medidas restritivas impostas pela pandemia de Covid-19 impactaram diretamente o índice.

Ativos atrelados à inflação protegem patrimônio

Tudo indica que 2022 será um ano agitado na política e na economia. Além das eleições deste ano, a alta dos diagnósticos de Covid-19 e a epidemia de Influenza também contribuem para a movimentação do mercado. A expectativa é de que a inflação desacelere ao longo do ano, fechando ainda acima do teto da meta, que será de 5%.

Nesse cenário, quais ativos se tornam boas opções?

Os atrelados à inflação, com IPCA + são boas escolhas para proteção de patrimônio. A orientação é buscar as melhores taxas pelo período e cenário que se deseja e buscar ativos isentos de Imposto de Renda, como debêntures CRAs e CRIs, por exemplo.

Lembre-se de que inflação alta significa elevação de juros para contê-la. Sendo assim, é natural que ativos pós-fixados a juros sejam protetivos também. Neste cenário, o retorno tende a ser melhor. No entanto, é importante manter no radar que este tipo de ativo não garante uma alocação segura acima de inflação a longo prazo. Afinal, quando a inflação cair, naturalmente os juros cairão. Fique atento(a) se fizer esta escolha!

Cenários de juros altos dificultam crescimento. Com isso, alocações internacionais se mostram boas opções também. Se você não precisar de liquidez imediata e tiver o perfil, pode ainda buscar investimentos mais alternativos, como os fundos de private equity e venture capital, que rendem muito acima da inflação e protegem patrimônio.

Converse com seu(a) assessor(a) sobre opções que se adequam ao seu perfil e ajuste o que for necessário em sua carteira neste momento. Bons investimentos!

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