05/06/2020 às 14:54

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Sexta

Jun

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Falar em investimentos significa também falar de um componente importante da economia: a taxa de juros no Brasil.

Por isso, é válido entender como funciona o sistema de juros no nosso País. Só assim é possível saber como os investimentos são afetados na prática.

Para iniciar o assunto, vamos conhecer algumas definições para a palavra juro: 

  • Percentual que incide sobre um capital investido em um determinado período; 
  • Remuneração recebida em virtude da aplicação de determinado capital;
  • Rendimento cobrado pelo credor sobre um dinheiro emprestado.

Juros no Brasil X investimentos

Os juros são, nos investimentos, os rendimentos que são pagos pelo emissor da aplicação a quem investe – pessoa física ou jurídica. 

A título de informação: os juros são, para os empréstimos e financiamentos, o custo do crédito.

Na maioria das vezes, as taxas de juros se apresentam em porcentagem anual. Mas é comum também encontrar taxas com bases semestrais, mensais e até mesmo diárias.

Taxas de juros – Quais são os indicadores

Dois dos principais indicadores usados para a taxa de juros no Brasil são a Selic e o CDI.

Selic

A Selic, cujo nome vem de Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, é a taxa básica de juros da economia brasileira. 

O Comitê de Política Monetária do Banco Central tem a responsabilidade de definir a meta para a Selic, que é utilizada pelo Governo e pelos bancos nas operações financeiras do dia a dia.

Trata-se da taxa que tem influência em todas as taxas de juros do País: além das aplicações financeiras, também atua sobre empréstimos, financiamentos etc.

Quando, por exemplo, o Banco Central altera a meta da Selic para baixo, a rentabilidade dos títulos que são atrelados a ela cai. Assim, cai também o custo dos bancos.

Isso significa que uma redução da taxa Selic deve fazer com que os juros que são cobrados pelas instituições financeiras em empréstimos caiam também.

E quando a Selic sobe? O movimento inverte: o custo dos bancos sobe e, por isso, essas instituições passam a cobrar mais pelos empréstimos, por exemplo. 

CDI

Os bancos formam o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) a partir da taxa Selic – a taxa do CDI costuma acompanhar de perto a variação da Selic.

Assim como a Selic, a taxa do CDI indica, na maioria das vezes, o rendimento de diversos investimentos e varia mês a mês. 

Taxas de Juros – como funcionam

  • Taxa de juros nominal: refere-se apenas ao rendimento da aplicação;
  • Taxas de juros reais: considera o peso da inflação; 
  • Taxa de juros prefixada: já permite conhecer o rendimento do investimento já na hora de contratar. Pode ser encontrada em investimentos como CDB Prefixado e Tesouro;
  • Taxa de juros pós-fixada: tem como base para o rendimento um indicador do mercado. Nos investimentos de Renda Fixa, por exemplo, a Selic e o CDI costumam ser usados;
  • Taxa de juros híbrida: mistura uma taxa prefixada com um outro percentual que é baseado em um indicador do mercado. 

De que forma a Taxa de Juros afeta os investimentos?

Deve-se estar atento às taxas de juros no momento de escolher um investimento. São elas que determinam a rentabilidade final da aplicação.

É verdade não é fácil entender e comparar as taxas. Mas tente se atentar a qual é o tipo da taxa que está sendo anunciada. Perceba, também, se existem outras tarifas a serem pagas envolvendo o rendimento em questão. Entre as possíveis tarifas pode estar a taxa de administração, por exemplo.

Meta: não pagar juros

Quando você investe dinheiro em algum fundo, por exemplo, você recebe juros. Ou seja, a quantia que o banco paga após ficar com o seu dinheiro aplicado depois de algum tempo. 

Essa é a meta: ganhar rendimentos – e não pagar juros!

Algumas das mais importantes medidas para estar livre dos juros são:

  • Evitar compras a prazo, que sempre têm taxas embutidas nas parcelas;
  • Fugir de dívidas como, por exemplo, financiamentos, parcelamento do pagamento da fatura do cartão de crédito, empréstimos etc. 

Momento atual dos juros no Brasil – maio de 2020

A Selic vem atingindo novas mínimas em virtude do atual panorama econômico mundial, que vive um momento único por conta da pandemia provocada pelo novo coronavírus. 

Por isso, com a inflação baixa e controlada, o Brasil tem registrado os menores juros reais da sua história.

No início do mês de maio de 2020, o Comitê de Política Monetária do Banco Central cortou a Selic de 3,75% para 3,00% ao ano, o menor patamar histórico (e sétima redução consecutiva no atual ciclo de baixa que teve início em julho de 2019).

Com a Selic em 3% ao ano, investimentos de renda fixa pagam menos como, por exemplo, poupança, CDBs com taxas pós-fixadas, fundos DI e títulos do Tesouro Selic. Isso porque têm o rendimento atrelado à taxa Selic ou à taxa DI que, como já foi mencionado, é muito próxima da taxa básica de juro.

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