A Carteira de Ações Monte Bravo de março de 2026 está no ar.
Todo mês, nossa área de Análise publica um relatório com as principais oportunidades no mercado de ações no Brasil.
Essa curadoria leva em conta:
Ativos que mais tendem a se beneficiar do cenário econômico projetado por nossos analistas;
Papéis de qualidade com potencial para superar o desempenho médio do mercado;
Oportunidades de curto prazo na bolsa brasileira.
Performance da Carteira de Ações no mês anterior
O mês de fevereiro foi positivo para nossa Carteira. Com resultado de 5,12%, tivemos uma performance ligeiramente superior ao Ibovespa que subiu 4,99%.
Durante o mês, chegamos a entregar um desempenho melhor, porém parte dele foi perdido com a divulgação de resultados de Nu e Rede D’or, que entregaram resultados abaixo do esperado e tiveram forte queda. Apesar da reação do mercado, continuamos confortáveis com nossa tese de investimento. Esperamos que nos próximos meses as ações tenham resultado melhor.
A Suzano foi a surpresa do mês graças ao reporte de números positivos e uma melhora do sentimento dos investidores em relação aos preços da celulose nos próximos meses, reforçando nossa tese de investimento no papel.
Do lado negativo, além de Rede D’or e Nu, tivemos também as ações da Weg, que foi retirada de nossa Carteira.
Ajustes na carteira para março de 2026
Para o mês de março, fizemos um ajuste pontual em nossas alocações. O objetivo é reduzir ligeiramente a exposição a ativos sensíveis aos juros, que apresentaram performance positiva desde a inclusão no portfólio, e preparar a carteira para um cenário de maior volatilidade com a proximidade das eleições — sendo o mês de abril um dos primeiros marcadores de risco.
Nesse movimento, optamos por zerar nossa posição em WEG. Embora sigamos confortáveis com a tese de longo prazo, não vislumbramos gatilhos relevantes para os próximos meses. Entendemos que a dualidade entre crescimento e margem em uma empresa de múltiplos elevados tende a pender para a receita, que deve permanecer moderada.
No lugar de WEG, iniciamos uma alocação que julgamos estrutural em Mercado Livre. Nossos receios anteriores sobre a perda de market share para competidores chineses no Brasil e para a Amazon no México mostraram-se equivocados, e as estratégias de crescimento da companhia têm sido assertivas. A correção de preços após a divulgação do quarto trimestre abriu uma janela de alocação bastante interessante que decidimos aproveitar.
Complementando os ajustes, reduziremos em 2,5% as posições em Cyrela e Localiza. Em contrapartida, aumentaremos nossa exposição em Aura Minerals, dado que o ouro tem sido o melhor hedge para as crescentes tensões geopolíticas, e em Equatorial para 7,5%.