Monte Bravo/Costa: Revisamos projeção do PIB/2025 de alta de 1,9% para 2,2% após dado do 3º tri

04/12/2025 • 2 mins de leitura

São Paulo, 04/12/2025 – O economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, elevou a projeção da corretora para o crescimento da economia brasileira em 2025 após a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre. A estimativa passou de alta de 1,9% para 2,2% em 2025. Segundo ele, a mudança deve-se à revisão do crescimento do primeiro e do segundo trimestres deste ano, que passaram a indicar uma economia mais dinâmica que o divulgado inicialmente, argumenta.

A despeito da alteração na estimativa para o PIB deste ano, a Monte Bravo reduziu a projeção para o dado fechado do último trimestre de 2025, de expansão de 0,1% para contração de 0,1% na margem, com alta de 1,6% em termos anuais no período.

“O desempenho modesto da economia no terceiro trimestre confirma a perda de dinamismo da atividade, refletindo os impactos do aumento da taxa de juros reais sobre a demanda interna”, afirma Costa, em nota. Conforme o economista, setores cíclicos como consumo, investimento e indústria tendem a sentir esse impacto de forma mais clara à frente.

Na visão da Monte Bravo, este cenário reforça a avaliação de que a moderação do crescimento ao longo do segundo semestre deve levar o hiato do produto a níveis próximos da neutralidade no fim do ano. “Tal movimento abrirá espaço para que o Banco Central inicie o ciclo de cortes de juros em janeiro de 2026”, diz, ao estimar taxa Selic em 11% ao ano em dezembro de 2026.

Resultados

O PIB cresceu 0,1% na margem, ficando ligeiramente abaixo do esperado no terceiro trimestre deste ano, com os gastos do governo e os investimentos acelerando no período, mas o consumo permanecendo praticamente estável. Entre os setores da oferta, a indústria e agropecuária tiveram forte desempenho na margem, enquanto os serviços cresceram mais lentamente, explica Costa.

De acordo com o economista, a perda de fôlego da economia fica evidente no comportamento do consumo das famílias, que avançou 0,1% ante o segundo trimestre, refletindo a dificuldade do comércio e dos serviços prestados às famílias em manter o forte crescimento observado no primeiro semestre.

Já os investimentos surpreenderam, ao crescerem 0,9% no terceiro trimestre ante o anterior, devido ao aumento na importação de bens de capital em conjunto com o desempenho positivo da construção e do desenvolvimento de software, segundo a Monte Bravo.

Reportagem produzida por Maria Regina Silva para Broadcast.