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13/10/2025 • < 1 minuto de leitura
IBGE: Inflação oficial sobe 0,48% em setembro
A inflação oficial do Brasil voltou a subir em setembro,…

São Paulo, 13/11/2025 – A Monte Bravo reduziu sua projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, de alta de 4,8% para 4,6%. A alteração, explica a corretora em Carta Mensal antecipada à Broadcast, considera as surpresas de curto prazo. Para 2026, a estimativa para o IPCA foi mantida em 4,5%, exatamente no teto da meta.
“A inflação teve dinâmica benigna no curto prazo, com surpresas favoráveis no índice cheio e nas medidas qualitativas da inflação”, afirma o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa.
Com relação à atividade, a corretora avalia que a trajetória de desaceleração se consolidou com a divulgação dos dados do terceiro trimestre. No mercado de trabalho, contudo, os sinais foram divergentes, com recuperação da abertura de vagas, mas reversão da tendência de queda da taxa de desemprego observada até setembro.
Segundo a Monte Bravo, a moderação do emprego reforça o sinal de acomodação do mercado de trabalho, que deve levar o nível de ocupação a seguir em alta nos próximos meses partir do arrefecimento adicional do emprego e do aumento da procura por trabalho. “Esperamos que a taxa de desemprego se eleve da média de 6,2% em 2025 para 6,7% em 2026”, diz.
Ao considerar os dados da indústria, serviços, vendas do varejo e do mercado de trabalho, a corretora estima crescimento de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no terceiro trimestre em relação ao período imediatamente anterior, quando cresceu 0,4%. Para o quarto trimestre, estima incremento de 0,1%, o que resultará em crescimento de 1,9% no PIB em 2025. Com expectativa de corte de juros e termos de trocas mais favoráveis, o PIB deve apresentar alta de 2% em 2026, segundo a corretora.
A Monte Bravo mantém sua projeção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) iniciará o processo de cortes da Selic em janeiro de 2026, com queda de 0,50 ponto porcentual. Segundo Costa, no primeiro mês do ano que vem, a inflação projetada pelo Banco Central no horizonte relevante estará próxima da meta, o que abrirá caminho para o colegiado começar a flexibilização monetária, “levando a taxa Selic para 11% ao ano ao final do ciclo”.
A corretora ainda deixou inalterada sua expectativa para o governo central, de déficit primário de 0,6% do PIB. Isso, juntamente com o resultado negativo de 0,2% do PIB de Estados e Municípios – resultará em resultado consolidado do setor público de 0,8% do PIB em 2025, estima.
Para 2026, a MP 1303/25 previa ganhos de receita e cortes de gastos equivalentes a R$ 31,6 bilhões (0,2% do PIB), cita. “O governo conseguiu recompor cerca de R$ 25 bilhões ao passar as medidas de controle de gastos e restringir o uso de créditos de compensações tributárias. Ainda assim, o governo precisa de novas medidas de arrecadação e de corte de gastos para conseguir entregar a meta de superávit primário de 0,25% do PIB”, explica.
“Além disso, o projeto de orçamento para 2026 tem reafirmado uma prática recorrente do governo: superestimar as receitas e subestimar as despesas, especialmente com benefícios previdenciários, abono salarial, seguro-desemprego e BPC”, acrescenta o economista-chefe da Monte Bravo.
Em 2026, a corretora projeta uma deterioração adicional do resultado do governo central, com déficit de 0,8% do PIB, enquanto estados e municípios devem manter déficit de 0,2%, resultando em déficit consolidado de 1,0% do PIB.
Reportagem produzida por Maria Regina Silva, para o Broadcast.