Sala de Imprensa
16/02/2024 • 3 mins de leitura
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Com R$ 45 bilhões sob sua gestão, corretora vê a diversificação da carteira em ativos no exterior como uma tendência que veio para ficar

A corretora Monte Bravo Investimentos tem R$ 45 bilhões sob custódia e pretende aumentar este montante em 25% até o final deste ano. Após fazer a transição de um escritório de assessoria financeira para uma corretora de investimentos, a Monte Bravo aposta em serviços de Family Office, a gestão patrimonial de famílias de alta renda, e em um caminho ainda pouco explorado pelos investidores brasileiros: os investimentos internacionais.
Para o CEO e cofundador da Monte Bravo, Pier Mattei, os investimentos internacionais representam uma tendência que veio para ficar. Aos poucos, o investidor brasileiro tem começado a dar os primeiros passos e diversificar sua carteira com a aplicação de um pouco do seu capital em ativos no exterior.
“Hoje ficou muito fácil fazer esse movimento. Algo que lá atrás era cheio de mitos e desafios, agora, realmente, está cada vez mais facilitado, com o surgimento de plataformas lá fora que facilitam esse trabalho. Então, para o investidor brasileiro, a nossa visão de médio/longo prazo é que ele se torne um investidor cada vez mais completo e cada vez mais global”, disse.
Diante de um patamar historicamente elevado da taxa básica de juros (Selic), o investidor correu para aplicações mais conservadoras e de maior liquidez. Até por isso, Mattei aponta os fundos de renda fixa e de crédito como os grandes vencedores nos últimos anos. Mas agora, com o ciclo de cortes da Selic, o comportamento do investidor deve mudar.
O momento pede uma diversificação maior da carteira de investimentos, com oportunidades no país tanto na Bolsa de Valores do Brasil (B3) quanto na renda fixa – em títulos públicos – e, com a cotação do dólar em queda, começar ou avançar em ativos no exterior.
Até por isso, a Monte Bravo tem provocado os seus clientes a se conscientizarem para enxergar o exterior como uma boa oportunidade de investimentos. No mercado internacional, explica Pier Mattei, o investidor tem a possibilidade de acessar qualquer mercado no mundo, seja europeu, asiático, entre outros, por meio inclusive de produtos mais baratos, com alta liquidez, e com uma gama infinita de possibilidades, mesmo em títulos de renda fixa.
O CEO da Monte Bravo ressalta que é fundamental para a preservação do patrimônio ter uma parte dele exposto em moeda forte. Além disso, a exposição no exterior pode aproveitar oportunidades que ainda são carentes no Brasil, como na transformação que tem ocorrido no mercado com o advento da Inteligência Artificial (IA).
A B3, uma bolsa basicamente formada por setores muito consolidados, tem um setor de tecnologia ainda muito pouco representativo. As opções para aportes na bolsa brasileira nos últimos até reduziram, devido ao fechamento de capital por parte de algumas empresas.
Enquanto isso, destaca Mattei, somente as chamadas “Magnificent Seven” (as “Sete Ações Magníficas”) do mercado financeiro dos EUA, formadas pelas sete gigantes de tecnologia Apple, Microsoft, Alphabet (Google), Amazon, Nvidia, Meta e Tesla, representam 40% do tamanho do S&P500, índice que reúne as 500 empresas mais valiosas dos EUA com ações negociadas na Nyse e Nasdaq.
“É muita coisa, não tem como você ficar fora disso. A forma de você acessar é através do mercado internacional”, disse o CEO da Monte Bravo. “Como que a gente participa como investidor dessa transformação que a gente está vendo? Aqui no mercado local não tem opções para isso. Não existe nenhuma empresa posicionada nesse segmento (IA) aqui. […] Claro que pode mudar, mas é difícil, leva tempo”, argumenta.
Leia aqui a reportagem publicada no jornal O Tempo.