Sala de Imprensa
22/02/2024 • 2 mins de leitura
PIB de 2024: Monte Bravo eleva projeção de 1,80% para 2,0% no Broadcast
A Monte Bravo elevou sua projeção para o crescimento do…

São Paulo, 10/02/2026 – A Monte Bravo elevou sua projeção de corte na taxa Selic em março, de queda de 0,25 ponto para 0,50 ponto porcentual, conforme carta mensal antecipada à Broadcast. Além da expectativa de afrouxamento no Comitê de Política Monetária (Copom) no mês que vem, a corretora estima mais quatro cortes de 0,50 ponto até a reunião de setembro e uma queda final de 0,25 ponto. Desta forma, a corretora manteve a estimativa de Selic terminal em 12,25% ao ano.
No Copom em janeiro, o juro básico foi mantido em 15,00% ao ano pela quinta vez consecutiva, conforme o esperado, mas indicou que o início do ciclo de afrouxamento monetário será no encontro de março.
“A moderação do crescimento, a melhora do comportamento da inflação e as projeções de inflação no horizonte relevante próximas ao centro da meta justificam essa sinalização”, diz o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa.
Quanto à inflação, a Monte Bravo ressalta que a dinâmica permanece benigna neste início de ano. Conforme o economista, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue com surpresas favoráveis em relação às expectativas, e as medidas subjacentes de inflação estão desacelerando. Segundo estima, o IPCA deverá ter uma trajetória de desaceleração importante na metade do ano, quando a variação acumulada em 12 meses deverá atingir 3,2%, em maio.
“Como discutido na última carta, a expectativa de vitória de um candidato na eleição com um comprometimento com um ajuste fiscal de baixa credibilidade deverá implicar na depreciação do câmbio a partir da metade do ano”, reforça. Essa depreciação, explica, deverá ter impacto na inflação ao longo do terceiro e quarto trimestre, “o que explica nossa expectativa que o IPCA termine em 4,8% em 2026.”
A corretora manteve também sua projeção de queda de 0,1% no Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre do ano passado em relação ao período imediatamente anterior, com a taxa de 2025 fechando com alta de 2,2%. A estimativa para o PIB de 2026 foi mantida em alta de 2,0%. “A economia deverá ser apoiada pelos cortes de juros, a expansão das transferências e o crescimento do crédito”, explica.
De acordo com Costa, a política fiscal segue como o fundamento mais frágil da economia. O déficit primário consolidado de 0,4% do PIB em 2025, sem descontos, foi melhor do que esperava, de -0,6% do PIB, devido aos ganhos de receitas com concessões e dividendos no final do ano passado.
Com os dados consolidados de 2025, a Monte Bravo faz um balanço do comportamento fiscal nos três primeiros anos do atual governo. Nesse período, as receitas líquidas do governo central – descontadas as transferências a Estados e municípios – cresceram, em média, 3,2% ao ano acima da inflação, enquanto as despesas avançaram 5,0% ao ano em termos reais.
“O principal vetor de pressão foi o aumento das despesas com benefícios sociais”, diz. O avanço foi puxado principalmente pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) e pelo seguro-desemprego. Ambos registraram crescimentos médios reais de 5,9% e 12,1% entre 2023 e 2025, refletindo tanto a indexação ao salário mínimo quanto a expansão do número de beneficiários, menciona.
Para a Monte Bravo, a dinâmica fiscal segue desafiadora em 2026, uma vez que o orçamento foi aprovado com projeções otimistas para a receita e estimativas subavaliadas de despesas, especialmente em benefícios sociais e previdenciários.
Além disso, os governos regionais devem migrar para um déficit primário de 0,2% do PIB em função do aumento dos gastos em ano eleitoral. Desta forma, a corretora mantém sua projeção de déficit primário consolidado de 0,9% do PIB, com a dívida bruta em trajetória de alta, alcançando cerca de 82,7% do PIB em 2026.
Veja abaixo a reportagem publicada no Broadcast.