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16/02/2024 • 3 mins de leitura
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São Paulo, 05/05/2026 – A Monte Bravo fez algumas mudanças em sua carteira de maio, zerando a posição de Cyrela, reduzindo a exposição em Aura e Vale e aumentando as alocações em Google, Nvidia, Axia e Sabesp. O objetivo, de acordo com a corretora, é reduzir a volatilidade do portfólio e navegar melhor no cenário de reprecificação do tamanho do ciclo de cortes de juros em 2026.
Sobre Cyrela, a corretora cita, além da sensibilidade a juros, a desaceleração de lançamentos e vendas para a classe média. A Monte Bravo tem dúvidas sobre como um Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) mais elevado pode afetar margens, a carteira de pedidos – com parcelas potencialmente maiores – e a capacidade de reprecificar lançamentos sem pressionar ainda mais a demanda.
A corretora manteve Direcional (5%) no portfólio devido à possibilidade de acelerar lançamentos nas faixas 3 e 4 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com teto de preço majorado, e avalia que a empresa pode absorver melhor pressões de margem por sua “expertise em construção e foco em custos”.
Com as movimentações, a exposição a “cíclicos de qualidade” caiu de 30% no começo do ano para 15% em maio, com a carteira mantendo Localiza (5%), Direcional e Iguatemi (5%).
Em commodities, a Monte Bravo reduziu a posição em Aura (5%) por causa da alta volatilidade ligada a desdobramentos da guerra e às reações do ouro em diferentes cenários. A corretora diz que ainda gosta da assimetria da tese, mas com um porcentual menor.
Em Vale (5%), a redução ocorreu, segundo a Monte Bravo, por expectativa de revisões de lucro para baixo nos próximos trimestres. A corretora cita custos pressionados por combustíveis, valorização do real e incertezas para o minério de ferro, com risco de desaceleração global, ramp-up de Simandou e retomada de exportações de empresas australianas para a China.
No exterior, a Monte Bravo aumentou a exposição a tecnologia nos EUA, com Google (5%) e Nvidia (5%). A corretora diz estar bem confortável com a tese de IA e afirma que hyperscalers (grandes hubs de datacenters) e chips não estariam entre os segmentos precificados à perfeição, citando aceleração de nuvem e aumento de pedidos nos resultados divulgados no fim de abril.
Por fim, a Monte Bravo elevou a exposição no segmento de Utilities para reduzir a volatilidade, com Axia (7,5%) e Sabesp (7,5%).
Assim, a carteira conta com: Itaúsa, Suzano, Vale, Rede D’or, Sabesp, Axia, Equatorial, Mercado Livre, Nubank, CPFL, Iguatemi, Localiza, Aura, Nvidia e Google.
Em abril de 2026, a carteira recuou 0,53%, ante baixa de 0,08% do Ibovespa no período. No acumulado de 2026, a carteira sobe 8,34%, enquanto o Ibovespa ganha 16,25%. Desde a estreia, a carteira avança 40,26%, ante 44,88% do Ibovespa no mesmo período.
Confira abaixo o PDF da reportagem publicada na plataforma Broadcast.