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21/02/2024 • 4 mins de leitura
Cenário econômico e política fiscal no Suno Notícias
Cenário econômico: com a aprovação pelo Congresso, a execução do…

O Ibovespa recua pelo segundo pregão seguido e opera abaixo de 190 mil pontos, numa sessão sem indicadores relevantes que orientem os investidores. O mercado segue o exterior, e embolsa parte dos ganhos recentes da Bolsa – em fevereiro, o índice ainda acumula alta de 4,5% e, em 2026, de quase 18%. Os preços do petróleo apresentam volatilidade, em meio às negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano. A notícia de que o governo do Irã quer manter no país o urânio enriquecido até o momento deixava a commodity mais inclinada a um aumento de preços no início da tarde. No câmbio, o dólar sobe ante o real antes da formação da taxa Ptax, corrigindo um pouco após cinco pregões de baixa. Os juros futuros rondam a estabilidade, enquanto os investidores aguardam o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de amanhã. Em Wall Street, o balanço positivo da Nvidia não bastou para ampliar o apetite por risco: o Nasdaq cede, enquanto o Dow Jones avança levemente. Na Europa, as bolsas sobem, mas dados econômicos fracos na zona do euro e o ambiente geopolítico volátil impõem cautela.
BOLSA
O Ibovespa corrige parte dos ganhos do mês neste penúltimo dia de fevereiro. Após subir 0,38%, na máxima a 191.977,51 pontos, o Índice Bovespa passou a cair minutos após a abertura, renovando mínimas, e indo para a casa de 190 mil pontos. A queda ecoa o declínio dos índices das Bolsas de Nova York, onde há elevadas incertezas com o inteligência artificial (IA).
A agenda esvaziada de indicadores e a ausência de novos catalisadores instigam uma realização de lucros do principal indicador da B3. Investidores aguardam notícias sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã, que acontecem hoje em Genebra, sobre o programa nuclear iraniano.
Conforme relatos ao Financial Times, o Irã tenta atrair o presidente dos EUA, Donald Trump, com incentivos financeiros, incluindo investimentos em petróleo e gás, para avançar em um acordo nuclear e evitar guerra. O petróleo adentrava a tarde em alta, aliviando a queda das ações da Petrobras.
Depois de acumular ganho semanal de 0,37% até o fechamento de ontem, o Ibovespa tinha desvalorização na semana de 0,69% por volta das 12h15, reduzindo a valorização do mês neste penúltimo pregão de fevereiro para 4,6%.
“O movimento é puramente correção. É até saudável para depois continuar subindo”, afirma o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.
Além do recuo de ações ligadas ao setor petroleiro e de bancos, o recuo mais intenso é de Vale, perto de 3%, após cinco pregões de valorização.
“Como rompeu o nível de 190 mil pontos, pode ir mais para baixo, mas nem tanto. A tendência ainda é positiva e próxima resistência é alcançar o nível de 195 mil pontos”, diz Kevin Oliveira, sócio e advisor da Blue3.
Conforme Oliveira, o mercado está um pouco “cauteloso”, esperando novidades que possam dar novo ânimo. Segundo o sócio da Blue3, após o Ibovespa ter renovado na terça-feira, pela 13ª sessão no ano, recorde de fechamento, pela primeira vez aos 191 mil pontos, há um certo compasso de espera.
Entre as poucas divulgações desta quinta-feira, foi informado o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Houve recuo de 0,73% do IGP-M em fevereiro, após alta de 0,41% em janeiro. A deflação, avalia, reforça o quadro de alívio na inflação brasileira, o que pode gerar expectativas de um IPCA do segundo mês de 2026 mais brando. “Pode até indicar um IPCA-15 mais fraco amanhã”, diz. A deflação de 0,73% no IGP-M foi mais intensa do que a mediana de queda de 0,65% das expectativas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) será divulgado nesta sexta-feira. De acordo com a mediana das estimativas (0,39% a 0,69%) coletadas em pesquisa Projeções Broadcast, o IPCA-15 deve acelerar a 0,56% em fevereiro, ante alta de 0,20% em janeiro. Em 12 meses, pode desacelerar de 4,50% para 3,81%.
Nos cálculos do economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, o IPCA-15 de fevereiro deve registrar variação positiva de 0,58%. No geral, avalia que a inflação fechada de fevereiro deverá permanecer em nível elevado, devido ao reajuste de Educação.
Na B3, a safra de balanços está cheia hoje, com divulgações de balanços da própria Bolsa, Axia, Caixa Seguridade, entre outros, após o fechamento dos mercados. Na véspera, saíram os dados trimestrais de Nubank e Rede D´Or, por exemplo.
O Nubank teve lucro líquido recorde de US$ 894,8 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 50% na comparação com o mesmo período do ano anterior, descontados os efeitos do câmbio. As ações caem em Nova York, devido a maiores custos.
Rede D’Or caía 6,43%, apesar de ter apresentando lucro líquido de R$ 1,224 bilhão no quarto trimestre de 2025, maior 39,2% do que há um ano.
Vale cedia 3,02% e Petrobras, em torno de 0,60%. Entre bancos, o recuo máximo era de 1,94% (Bradesco PN); Itaú perdia 1,05% e Banco do Brasil, -1,12%. A maior queda da carteira teórica era Rede D´Or (-6,43%). No caso das altas, Hapvida era destaque com valorização de 4,68%. De 85 papéis, oito subiam.
Confira abaixo o texto publicado no Broadcast.