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16/02/2024 • 3 mins de leitura
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São Paulo, 02/06/2026 – A rotação para papéis de tecnologia levou a uma saída recorde de recursos externos da Bolsa brasileira em maio, o primeiro mês de 2026 a registrar saldo negativo do fluxo estrangeiro. De acordo com a B3, foram retirados R$ 14,9 bilhões no consolidado mensal.
Em maio, aliás, somente houve ingresso líquido de recursos na Bolsa em uma sessão: no dia 8, quando totalizaram R$ 118,8 milhões. A despeito do ritmo intenso de saída de recursos, analistas ouvidos pela Broadcast nos últimos dias não veem como um sinal de desinteresse do estrangeiro com o Brasil. No ano, o saldo é de R$ 41,6 bilhões, 64% maior que os R$ 25,4 bilhões de 2025.
“Muitos fundos estrangeiros utilizam o índice MSCI para mercados emergentes como referência, e o Brasil vem aumentando sua ponderação para 5%, um nível que leva muitos fundos de gestão ativa a constituir equipes dedicadas à cobertura do País”, destacou o Citi, em relatório há duas semanas.
O que o banco americano e outros analistas ponderam é que, na verdade, há uma realização parcial de lucros obtidos nos primeiros meses do ano e uma migração para papéis de tecnologia – tanto nos Estados Unidos, onde o índice Nasdaq está na máxima histórica, quanto de emergentes ligados ao setor, como a Coreia do Sul e Taiwan.
Um termômetro dessa migração foi o comportamento dos fundos de índice (ETFs) locais do MSCI. Lastreado em ativos do Brasil, o EWZ caiu 9,55% em maio. Já o da Coreia do Sul (EWY) disparou 28,04% e o de Taiwan (EWT) saltou 14,35%. Para efeito de comparação, o Nasdaq subiu 8,35% no período.
“O fluxo que entrou no Brasil voltou para países como Coreia do Sul e Taiwan, que são emergentes mais ligados à tecnologia”, disse o analista de ativos da Monte Bravo, Bruno Benassi.
Leia aqui a reportagem publicada no Broadcast.