02/11/2020 às 09:30

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Segunda

Nov

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Por Rebeca Nevares, Sócia da Monte Bravo.

Existe um mito muito grande sobre as mulheres investidoras que diz que nós somos mais conservadoras que os homens. Rotular é sempre um caminho ruim.

Por isso, decidi escrever este artigo baseado no livro “Warren Buffett Investe Como as Mulheres”, da escritora Louann Lofton. Nele, a autora explica as semelhanças entre o maior gestor de ações do mundo e, nós, mulheres, na hora de escolher onde alocar os nossos recursos.

Vale ressaltar que a obra baseia-se em um longo trabalho desenvolvido durante vários anos por Louann a partir da crise de 2008.

As afirmações presentes no título são fruto de estudos e teses acadêmicas sobre os hábitos de investimento feminino. Além disso, o próprio Buffett teve acesso ao conteúdo e concordou de forma bem humorada com a teoria defendida no livro.

Em primeiro lugar, ela enumerou algumas pesquisas que revelam que as mulheres são menos ansiosas e tendem a tomar menos risco na bolsa que os homens por uma questão simplesmente biológica: os níveis de testosterona mais baixos.

Claro que isso não vale para 100% dos casos. As pessoas são muito diferentes entre si e a ideia defendida gira em torno do investidor americano médio. De acordo com Lofton, as meninas são mais conscientes e não deixam o ego afetar muito a capacidade de análise dos papéis.

Elas confrontam crenças da mesma forma que Buffett é reconhecido pela competência na seleção dos investimentos.

Teoricamente, ela sugere que o temperamento feminino é mais favorável para atingir sucesso no mercado acionário. Na prática, segundo a autora, é preciso ter critérios bem embasados, muita calma e muita humildade para atingir o sucesso no mercado.

Além disso, Buffett é o tipo de gestor que não investe em modelos de negócio que não entende. Ele prefere comprar ações e mantê-las por vários anos na carteira do que ficar girando os papéis no portfólio.

As lições vindas do empresário americano são mais um motivo para aumentar a representatividade feminina na bolsa brasileira, que é de apenas 23%, apesar de termos dobrado a nossa participação no ano passado.

O problema é que nós sempre tivemos pouca participação na vida financeira de nossas respectivas famílias.

Os afazeres domésticos e criação dos filhos historicamente sempre sobraram para nós e a conquista de uma vida no mundo das finanças é muito recente, afinal somente em 1962 conseguimos abrir conta em bancos sem precisar de autorização do pai ou marido!

Lidar com dinheiro para mulheres é uma questão cultural que começou a ser mudada recentemente e ainda vai levar algum tempo até que seja equilibrada.

E aqui vai um pedido meu para os homens: envolvam mais as meninas do seu contexto social neste mundo! Todos nós sairemos ganhando, afinal homens e mulheres juntos transformam a sociedade em um lugar melhor!

Até lá, nos manteremos firmes e fortes seguindo os ensinamentos de Buffett!

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