17/09/2021 às 12:00

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Sexta

Set

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Por Rebeca Nevares, Sócia da Monte Bravo.

Se você conversar com uma pessoa nascida na década de 1960, talvez ela diga que sempre conviveu com instabilidades no Brasil. O mesmo padrão pode ser encontrado quando o bate-papo acontece com algum empresário e o tema são as crises econômicas. Com exceção de alguns períodos, de fato, o brasileiro já se acostumou a lidar com as incertezas. Para quem investe, o cenário não é diferente e o tensionamento entre os poderes vistos após o 7 de setembro pode nos trazer algumas lições. 

A primeira delas é não se preocupar tanto com movimentações políticas e oscilações de curto prazo. Ainda que elas possam afetar as carteiras de forma significativa, ter uma estratégia eficiente e diversificada ajuda a preservar o seu patrimônio em momentos de estresse.  

Quando estes ocorrem, é preciso, no caso de quem investe em empresas, olhar para fundamentos e modelos de negócios que sejam resilientes. O ano de 2020 já nos deu uma bela experiência de como isto é importante. 

Por outro lado, vale repetir o velho clichê de que crises geram oportunidades. A queda do Ibovespa fez com que os preços de diversos ativos despencassem, abrindo espaço para novos aportes. 

Quando isto ocorre, o investidor com dinheiro em caixa consegue comprar ações e outros papéis com bons descontos. Portanto, tenha uma parte da sua carteira alocada em modalidades de baixo risco e resgate rápido para que os momentos de turbulência sejam aproveitados e gerem retornos mais expressivos no futuro. 

Na questão da diversificação, esta também deve ser olhada sob outros aspectos. Em geral, quando tocamos neste assunto, as pessoas pensam em investir somente em ativos de setores descorrelacionados, mas existem alternativas e uma delas é o exterior.  

Alocar uma parte do portfólio em ativos internacionais deve fazer parte de qualquer estratégia. Hoje, com o amadurecimento do mercado de capitais no Brasil, este processo se tornou muito mais simples e acessível para quem vive aqui. 

Atualmente, uma carteira conservadora poderia ter uma parte dos recursos alocada em Títulos do Tesouro Americano, S&P e metais. Eles podem ser acessados via fundos, BDRs, ETFs ou mesmo por meio de uma conta em corretora no exterior.

Em última análise, é praticamente impossível prever qual será a “bola da vez”, tanto para subir quanto para cair. A única forma de evitar “quebrar” no mercado e prejudicar a preservação do seu patrimônio é por meio de uma alocação inteligente, equilibrada e bem diversificada.  

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