26/11/2020 às 17:59

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Quinta

Nov

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Pix é um novo meio de pagamentos criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. Ele é uma alternativa a opções como TED, DOC, boleto e até cartão de débito. 

Os bancos e as instituições financeiras com mais de 500 mil clientes deverão oferecê-lo como uma forma de pagamento em seus aplicativos e serviços digitais.

Rápido, fácil, disponível 24h por dia, 7 dias por semana, inclusive feriados. Só é necessário um dispositivo digital – como um celular, então, cartões e folhas de cheque podem ser dispensados.

O Pix pode ser realizado a partir de uma conta corrente, poupança ou conta de pagamento pré-paga.

Nesse artigo vou comentar as principais características do sistema até o presente momento. Como ainda é um sistema novo, muito possivelmente algumas delas podem sofrer alterações.

Como se cadastrar?

Para fazer o cadastro da chave e começar a usar o Pix, basta procurar pela seção “Pix” dentro do aplicativo ou internet banking do seu banco.

Sou obrigado a me cadastrar?

Não.

Com quem é possível fazer um Pix?

O Pix pode ser utilizado para transferências e pagamentos: entre pessoas; entre pessoas e estabelecimentos comerciais, incluindo comércio eletrônico; entre estabelecimentos, como pagamentos de fornecedores, por exemplo.

Para transferências envolvendo entes governamentais, como pagamentos de taxas e impostos. Não necessariamente, a pessoa (ou estabelecimento) que receberá a sua transferência por meio do Pix, não precisa ter um cadastro no sistema.

Há um limite de valor nas transações?

Não.

Como identificar?

Em vez de pedir agência, conta e dados pessoais do recebedor, basta pedir a Chave Pix, que é a identificação de preferência. A chave é um código que identifica a conta dentro do sistema. Pode ser o CNPJ, o e-mail, o telefone ou uma chave aleatória gerada pelo sistema. Elas funcionam como o endereço da sua conta no PIX. Só não é possível repetir a mesma chave para contas diferentes.

Exemplo: o recebedor cadastrou previamente seu número de telefone celular para receber o crédito em determinada conta. Então, em vez de informar manualmente todos os dados, inclui apenas o número do telefone celular. Ao fazer um Pix, o sistema identifica as informações da conta do credor a partir dessa chave.

Como serão feitas as transações?

Um pagamento pelo sistema Pix pode ser feito de três formas: transferência bancária, escaneamento de QR Codes ou pagamento por aproximação (essa terceira forma de pagamento será um recurso desenvolvido posteriormente pelo BC em conjunto com instituições financeiras).

Existem dois tipos de códigos escaneáveis que a empresa pode emitir: o QR Code estático e o QR Code dinâmico. O QR Code estático é emitido apenas uma vez, mas pode ser usado para diversas transações. Seu valor pode ser fixo ou digitado pelo consumidor. Já o QR Code dinâmico é emitido a cada transação, e já apresenta um valor pré-determinado ao consumidor quando ele escaneia o código.

Principais diferenças entre Pessoas Físicas e Jurídicas

As pessoas físicas podem ter até 5 chaves por conta e custo zero nas transações (exceto quando atuarem como empresário individual). Ao fazer transferências a estabelecimentos as pessoas físicas não sofrerão cobranças.

Já as pessoas jurídicas podem ter até 20 chaves e poderá ser cobrada das mesmas uma taxa fixa desde a primeira transação. O lojista estará sujeito a taxas ao receber os pagamentos. Segundo o diretor do Banco Central, as tarifas devem ser bem menores do que as cobradas hoje.

Entenda mais!

Como dito no início do artigo, o sistema pode alterar algumas características, principalmente nesse período inicial. Mas, não se preocupe. Vamos sempre deixar você atualizado!

Obrigada, até a próxima semana!

*Este artigo foi escrito por Marina Seixas, produtora de conteúdos da Monte Bravo.

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