Semana se inicia com foco total na Superquarta

08/12/2025 • 4 mins de leitura

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Mercados

Nesta semana, a atenção dos mercados globais se concentra nas decisões de política monetária nos Estados Unidos e Brasil, ambas na quarta-feira (10). Na última sexta-feira (05), os ativos de risco reagiram com alívio ao PCE de setembro.

No Brasil, os mercados atravessaram um dia de forte tensão após Flávio Bolsonaro afirmar que será o candidato apoiado pelo pai nas eleições. O anúncio afastaTarcísio e, na leitura do mercado, eleva a probabilidade de vitória de Lula — movimento percebido como fator de risco fiscal.

O Copom se reúne na quarta e deve manter a Selic em 15% ao ano. A comunicação será acompanhada de perto, dado que os agentes tentam calibrar se o início do ciclo de cortes ocorre em janeiro ou março.

Nos EUA, o consenso aponta para um terceiro corte de 25 pontos base nos juros neste ano. O ponto mais sensível será a divulgação das projeções dos diretores. Os operadores atribuem aproximadamente 87% de probabilidade para um corte de 25 p.b. ao fim do encontro de dois dias.

Os juros dos Treasuries oscilam em leve alta, com a taxa de 2 anos negociando a 3,58% e a de 10 anos em 4,15%.

O dólar trabalha estável, com o DXY — índice que mede a moeda dos EUA frente a uma cesta de pares relevantes — recuando 0,01%, a 98,98 pontos. O ouro avança 0,29%, cotado a US$ 4.209,81 por onça troy, enquanto o Bitcoin — principal criptomoeda — sobe 3,16%, negociado ao redor de US$ 92.025,82.

O petróleo WTI recua 0,77%, sendo negociado a US$ 59,62 por barril.

Na Ásia, os mercados negociaram sem direção única nesta segunda-feira (08). O Nikkei 225 avançou 0,18%, o Hang Seng recuou 1,12% e o CSI 300 subiu 0,81%, encerrando aos 4.621,75 pontos, depois que as exportações chinesas surpreenderam positivamente em novembro.

Na Europa, o Euro Stoxx registra alta suave de 0,10%, enquanto os futuros de ações em Nova York operam em leve alta.

Por aqui, o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, levou o Ibovespa a reverter uma alta superior a 1,00% e desabar 4,31% na sexta-feira. O índice encerrou aos 157.369 pontos.

O dólar registrou a maior alta desde o tarifaço em 4 de abril, com avanço de 2,31%, a R$ 5,4330. No mercado de juros, os contratos futuros registraram forte alta, com os vencimentos longos avançando mais de 50 pontos base, com acentuado aumento da inclinação da curva.

Economia

EUA: O consumo das famílias avançou 0,3% em setembro, em linha com o esperado, embora o gasto real tenha ficado estável no mês — resultado de uma alta de 0,3% em serviços e queda de 0,4% em bens. A renda pessoal cresceu 0,4%, com destaque para o aumento da remuneração dos empregados. A taxa de poupança permaneceu em 4,7%.

A inflação medida pelo núcleo do PCE subiu 0,20% em setembro, com a taxa anual desacelerando de 2,9% em agosto para 2,8% em setembro. Os dados de agosto foram revisados ligeiramente para baixo. O índice cheio avançou 0,27% no mês e 2,79% em 12 meses, enquanto medidas alternativas de núcleo — como o PCE de serviços excluindo moradia — registraram altas moderadas de 0,22%.

Ao mesmo tempo, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan subiu para 53,3 pontos em dezembro, impulsionado por melhores expectativas financeiras, apesar da percepção ainda fraca sobre as condições econômicas atuais. As expectativas de inflação apuradas pela Universidade de Michigan também recuaram: a mediana para os próximos 12 meses caiu para 4,1% e a de longo prazo (5-10 anos) para 3,2%.

Os detalhes do relatório de PCE, incluindo a revisão negativa do gasto real de agosto, vieram mais fracos do que o previsto anteriormente e levaram a uma revisão para baixo das projeções de crescimento. A estimativa de alta do PIB no 3º trimestre foi reduzida para 3,5% na margem em termos anualizados. Esses ajustes refletem um ritmo de consumo mais moderado e um cenário de confiança do consumidor ainda frágil, apesar de alguma melhora nas expectativas financeiras das famílias.

Destaques do Boletim Focus do Banco Central (05/12/2025):

  • IPCA/2025 caiu de 4,43% para 4,40%, enquanto o IPCA/2026 caiu de 4,17% para 4,16%;
  • PIB/2025 subiu de 2,16% para 2,20%, enquanto o PIB/2026 subiu de 1,78% para 1,80%;
  • Dólar/2025 ficou estável em R$ 5,40, enquanto o Dólar/2026 ficou estável em R$ 5,50;
  • Selic/25 ficou estável em 15,00% a.a., enquanto a Selic/2026 ficou estável em 12,00% a.a.;
  • Primário/25 ficou estável em -0,50%, enquanto Primário/26 ficou estável em -0,60%.

Para acessar o relatório completo, clique aqui.

Preços de ativos selecionados¹

(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.

(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.                 

Fonte: Bloomberg.

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Por:

Alexandre MathiasLuciano CostaBruno Benassi
Estrategista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Economista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Analista de Ativos
CNPI: 9236

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