Comissão Mista de Orçamento vota LDO 2026

04/12/2025 • < 1 min de leitura

Em entrevista à BandNews TV, o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, avaliou os efeitos dos sucessivos adiamentos na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Segundo ele, a demora amplia a incerteza no mercado financeiro, especialmente diante das projeções de crescimento da receita e das despesas do governo para 2026. Costa ressaltou que a discussão sobre o texto envolve parâmetros considerados elevados e que dependerão de medidas fiscais para serem cumpridos no próximo ano.

O economista também destacou que a LDO concentra debates sobre o impacto de estatais, como o possível empréstimo aos Correios, e sobre o cronograma de pagamento das emendas parlamentares. Para Costa, a pressão por liberar entre 60% e 66% das emendas até julho — limite permitido em ano eleitoral — tem travado o avanço do texto na Comissão Mista de Orçamento. Ele lembrou que, neste ano, apenas cerca de 36% das emendas foram pagas até agora.

Costa afirmou ainda que, diante da meta de superávit primário de 0,25% do PIB para 2026, o governo pode enfrentar dificuldades para equilibrar gastos. Na avaliação dele, a combinação entre liberação de emendas e necessidade de contingenciar despesas discricionárias pode afetar áreas como saúde, educação e programas sociais ao longo do ano.

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