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29/01/2026 • < 1 minuto de leitura
Super Quarta: taxa de juros permanece estável no Brasil e nos EUA
A Superquarta terminou com manutenção das taxas no Brasil e…

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (19) após a divulgação do indicador do Banco Central considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O dado aponta crescimento de 2,5% da economia brasileira em 2025. Apesar do resultado positivo no acumulado do ano, dezembro registrou retração de 0,18%, sinalizando desaceleração no fim do período.
A leitura dos números foi comentada por Alexandre Mathias, estrategista-chefe da Monte Bravo, que vê um movimento de acomodação da atividade econômica e reforça a expectativa de início do ciclo de cortes de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) a partir da próxima reunião.
Segundo Mathias, o IBC-Br confirmou um desenho de desaceleração “um pouco mais suave” do que o mercado imaginava. Ainda assim, trata-se de uma economia que começa a se acomodar — movimento que já estava no radar do Copom.
“Isso estava nas expectativas do Copom e compõe um quadro em que viabiliza o corte. A gente acha que o Copom começa um ciclo na próxima reunião com o corte de 50 [pontos] e depois segue com vários cortes de 50 pontos nas reuniões seguintes”, afirmou.
Para o estrategista-chefe da Monte Bravo, o conjunto de indicadores recentes fortalece a manutenção da expectativa de afrouxamento monetário, mesmo diante da leve retração registrada no último mês do ano.
No cenário internacional, os investidores acompanham os novos dados da economia dos Estados Unidos, que devem sinalizar os próximos passos da política monetária do Federal Reserve (Fed). Na reunião de janeiro, houve unanimidade quanto à manutenção dos juros. Para os meses seguintes, no entanto, o cenário ainda não é consensual.
Mathias avalia que a divergência entre dirigentes do Fed está mais relacionada à ênfase dada aos riscos do que a uma discordância estrutural sobre o rumo da política monetária.
“Você tem um grupo que está mais preocupado com a inflação e um grupo que está mais preocupado com emprego. Quem está mais preocupado com a inflação, está dizendo o seguinte: olha, eu preciso de um pouco mais de tempo pra confirmar que a inflação tá acomodando. Quem está mais preocupado com emprego, também precisa de mais dados pra ver a necessidade de novos cortes”, explicou.
Na visão do estrategista, a tendência é que os dados econômicos definam o rumo do consenso. A expectativa é de desinflação gradual na economia americana, abrindo espaço para cortes de juros no segundo semestre.