Bolsa: Viés positivo em NY e IPCA-15 menor do que o previsto podem estimular alta do Ibovespa

27/01/2026 • 2 mins de leitura

São Paulo, 27/01/2026 – O viés de alta no pré-mercado de ações em Nova York pode empurrar sutilmente o Ibovespa para cima no início da abertura do pregão desta terça-feira, na véspera das decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. Se avançar, pode renovar recordes após ontem fechar próximo da estabilidade, vindo de sucessivas pontuações históricas.

Além disso, reforça essa estimativa a indicação de valorização das ações da Vale no começo da sessão, apesar do recuo de 0,51% do minério de ferro em Dalian, na China, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA – 15) de janeiro menor do que o esperado. A mineradora divulga, após o fechamento do mercado, seu relatório de Produção e Vendas referente ao quarto trimestre de 2025.

No exterior, o presidente dos EUA, Donald Trump, fala à nação sobre economia e acessibilidade de custos (Affordability). Saem ainda o índice de confiança do consumidor americano, do Conference Board (12h) e balanços.

Divulgado há pouco, o IPCA-15 reduziu o ritmo de alta de 0,25% em dezembro para 0,20% em janeiro, ante mediana de 0,23%, acumulando 4,50% (de mediana em 4,52%), exatamente no teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Após a divulgação, os juros futuros curtos iam para o território negativo, o que pode estimular ações mais sensíveis ao ciclo econômico na B3.

Apesar do arrefecimento da inflação, a difusão, que mede o espalhamento do IPCA-15, acelerou de 54,5% para 63,50% no primeiro mês de 2026, conforme a Terra Investimentos, o que pode fazer com que o Banco Central mantenha o tom cauteloso no comunicado após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira.

A expectativa de departamentos econômicos é que o Copom deixe a taxa Selic em 15,00% ao ano pela quinta vez seguida, com foco do mercado no comunicado, em busca de sinais sobre o início do processo de afrouxamento dos juros.

Ao esperar Selic inalterada em 15% na decisão desta quarta-feira, o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, diz que a ausência de sinalização quanto à possibilidade de corte, aliada à consolidação das expectativas em torno da manutenção da taxa neste nível, reforça o cenário de que o Copom não deverá contrariar o consenso.

Também nos EUA, o Federal Reserve (Fed) deve manter os juros no nível atual de 3,50% e 3,75% ao ano, ficando as atenções também na comunição do banco central americano, em meio a pressões de Trump para corte das taxas e para a saída do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell.

Ontem o Ibovespa fechou em baixa de 0,08%, aos 178.720,68 pontos. O recuo de 2,29% nos papéis da Vale impediram o Índice Bovespa de subir novamente.

Às 9h34, o Ibovespa futuro subia 1,44%, aos 182.330 pontos. Os ADRs da Vale avançavam 0,89% e os da Petrobras, 0,07%, apesar do recuo de 0,27% nas cotações do petróleo.

Conteúdo produzido por Maria Regina Silva para o Broadcast.