Sala de Imprensa
03/11/2025 • < 1 minuto de leitura
Ibovespa atinge 150 mil pontos pela primeira vez na história
O Ibovespa abriu a semana em alta e ultrapassou pela…

O Ibovespa retomou a escalada a patamares inéditos, pela primeira vez, encerrando o dia de ontem aos 191.490 pontos, em alta de 1,40% na sessão. Foi o 13º recorde de encerramento para o índice da B3 desde 14 de janeiro.
As ações de bancos tiveram recuperação em bloco após a correção do dia anterior, com destaque para Santander, que avançou 3,41%, na máxima do dia no fechamento, após tombo de 5% na segunda, quando tinha encerrado na mínima da sessão. Banco do Brasil ON subiu 1,76% e o principal papel do segmento, Itaú PN, avançou 1,52%. Apesar do desempenho negativo do Brent e do WTI, Petrobras teve alta de 2,28% na ON e de 2,54% na PN, enquanto Vale ON mostrou ganho de 0,39%. Na ponta ganhadora do Ibovespa, IRB (+7,26%), Vamos (+6,40%) e Natura (+6,40% também). No lado oposto, Minerva (-4,43%), Copasa (-2,84%) e Metalúrgica Gerdau (-2,46%).
O dólar emendou o quarto pregão consecutivo de queda nesta e flertou com o fechamento abaixo da linha de R$ 5,15, algo não visto desde 21 de maio de 2024. Com mínima de R$ 5,142, o dólar à vista terminou o dia em baixa de 0,26%, a R$ 5,155, passando a acumular desvalorização de 1,63% nas últimas quatro sessões. Em fevereiro, as perdas são de 1,76%, após queda de 4,40% em janeiro. No ano, a moeda americana recua 6,08% em relação ao real, que tem o melhor desempenho entre as divisas latino-americanas no período.
O economista-chefe da corretora Monte Bravo, Luciano Costa, atribui a apreciação do real à continuidade do fluxo global de recursos para mercados emergentes, em meio a um movimento de rotação de carteiras marcado pela diminuição relativa da exposição de investidores a ativos denominados em dólar.
Costa cita os números de entrada de capital externo no país no início do ano, revelados hoje na divulgação do resultado das transações correntes em janeiro pelo Banco Central. No período, houve entrada líquida de US$ 3,752 bilhões para ações e de US$ 6,939 bilhões para títulos da dívida. O ingresso líquido em investimento em carteira, que inclui também fundos de investimento, foi de US$ 8,867 bilhões, o maior para qualquer mês desde julho de 2018.
“Tudo indica que esse movimento de entrada de estrangeiro continua forte em fevereiro. Temos a perspectiva de um ciclo de corte de juros que favorece a bolsa. Ao mesmo tempo, o diferencial entre juros interno e externo vai continuar elevado, o que é bom para o carry trade”, afirma Costa.
Confira abaixo a reportagem publicada no jornal: