Fluxo internacional impulsiona Ibovespa acima dos 182 mil pontos

28/01/2026 • 2 mins de leitura

Na terça-feira (27), o Ibovespa voltou a renovar máximas históricas ao superar os 182 mil pontos, mantendo o ritmo de valorização observado desde outubro do ano passado. Segundo Alexandre Mathias, estrategista-chefe da Monte Bravo, o movimento é sustentado principalmente pelo cenário externo e pelo fluxo de capital estrangeiro direcionado aos mercados emergentes neste início de ano.

“Você tem um cenário global muito amigável pros ativos no mundo inteiro. A queda de juros nos Estados Unidos favorece o preço dos ativos e foi a tônica do segundo semestre do ano passado. O que acontece é que, na virada do ano, os investidores do mundo inteiro rebalanceiam as carteiras, escolhem as novas apostas e concentram muitos fluxos num espaço curto de tempo”, explica Mathias.

De acordo com o estrategista-chefe, a virada do ano costuma concentrar decisões de alocação dos investidores globais, o que intensifica os fluxos em um curto período, fenômeno conhecido como “efeito janeiro”. No caso brasileiro, a diferença de escala entre os mercados amplia esse impacto.

“Se você somar renda fixa e renda variável nos Estados Unidos dá uns U$100 trilhões. O Ibovespa, capitalizando tudo, não chega a U$1 trilhão. Um por cento do fluxo do mercado americano é cem por cento da bolsa brasileira”, afirma. Para Mathias, esse movimento de compras por investidores estrangeiros deve se estender por um a dois meses, com possível perda de fôlego a partir de meados de fevereiro.

No radar do mercado também está a chamada Superquarta, com decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Mathias avalia que o Banco Central brasileiro teria condições técnicas de iniciar o ciclo de cortes da Selic já nesta reunião, embora o consenso esteja concentrado em março.

Confira a entrevista na íntegra.