Sala de Imprensa
10/10/2025 • < 1 minuto de leitura
Shutdown dificulta análise econômica dos EUA, mas impacto tende a sumir
Devido ao shutdown nos Estados Unidos, o mercado ficou mais…

Na última Superquarta do ano, o Federal Reserve e o Copom concentram a atenção do mercado. Alexandre Matias, estrategista-chefe da Monte Bravo, afirma que a expectativa é de corte de juros nos Estados Unidos, seguido de um período de espera para avaliação de novos dados. Ele destaca que a economia americana mostra desaceleração, inflação ainda acima da meta e redução na geração de empregos. No Brasil, diz que a projeção predominante é de manutenção da Selic em 15%, com atenção ao comunicado do Banco Central.
Segundo Matias, o Fed deve indicar que observará os próximos meses antes de novos ajustes, enquanto a entrevista do presidente do banco central americano será essencial para entender a leitura dos diretores sobre os próximos passos. No caso brasileiro, afirma que a combinação de inflação em queda, expectativas mais baixas e juros reais elevados abre espaço para discutir cortes a partir de janeiro ou março. Para ele, manter a taxa atual representa aperto adicional, considerando a dinâmica da inflação.
O estrategista aponta que, apesar das incertezas eleitorais de 2026, o cenário dos próximos meses tende a ser influenciado pela trajetória dos juros nos Estados Unidos e no Brasil. Ele afirma que a queda das taxas externas tem sustentado a valorização de ativos brasileiros e a entrada de fluxo estrangeiro. Sobre alocação, Matias defende uma carteira diversificada, combinando renda fixa e bolsa, e destaca que proteções via opções estão mais acessíveis no momento.