12/11/2020 às 15:52

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Quinta

Nov

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Embora o título desse artigo se destine às pessoas que ainda não investem em ações, ele também vai ajudar muito quem já investe na Bolsa de Valores. Quem já é acionista e sócio de grandes empresas, vai se identificar com alguns pontos durante a leitura, muito provavelmente.

Para responder a essa pergunta eu pensei em três pontos: o conhecimento, o estrutural e o psicológico.

O conhecimento

É importante você entender minimamente a dinâmica do mercado de renda variável. Ele pode ser influenciado por fatores externos, indicadores econômicos, instabilidades políticas, de formas positiva ou negativa.

Entendendo isso você vai, automaticamente, perceber que precisa acompanhar as notícias mais relevantes, sobre o mundo e as empresas. 

Então, acompanhar a conjuntura macroeconômica mundial se torna necessário, mesmo que você não trabalhe diretamente com isso, com economia, administração ou mercado financeiro no geral.

Ações são pedaços de empresas, elas não são só números. Estar bem informado é uma necessidade.

O estrutural

O ideal cenário para que você comece a investir em ações se inicia na construção de uma reserva de emergência. O recomendado para ela seria um valor compreendido entre 6 e 10x os seus custos fixos mensais.

Caso ela não esteja montada, pode estar em construção. Por exemplo, você não tem o valor total e todo mês investe em algum ativo seguro e líquido até chegar aos 100% da sua reserva. 

Esse é um importante passo porque o objetivo dela é justamente te assegurar em algum acontecimento inesperado na sua vida. Então, todo e qualquer investimento feito depois dela (como investir em títulos do Tesouro ou em ações), muito provavelmente, não precisará ser resgatado para essa finalidade.

Ainda sobre esse ponto, é importante lembrar que o dinheiro de uma possível emergência não pode estar em um investimento em que a rentabilidade seja variável, porque pensa só: imagina você precisar do dinheiro investido em um momento em que tal ativo estiver em baixa. Você perderia dinheiro. 

Vou te dar um exemplo: Você compra no mês de janeiro 100 ações da empresa X por R$ 20,00 cada, ou seja, você investiu 2 mil reais ao todo. Imagine que por alguma razão, dois meses depois, sai na imprensa uma matéria negativa sobre o presidente dessa empresa.

Essa notícia não impacta diretamente os fundamentos da mesma, ou seja, a missão, a produção, a diretoria, os processos. Eles seguirão os mesmos, isso representaria mais uma notícia ruim que poderia impactar o preço das ações da companhia. 

Você comprou em janeiro. Digamos que em março, por conta dessa notícia, as ações passaram a valer R$ 18,00 cada. Muitas pessoas que tinham ações dela resolveram vender por medo, como se essa notícia pudesse levar a empresa à falência.

E então, coincidentemente, você precisa imediatamente do dinheiro que guardou para compor a sua reserva para uma operação familiar ou uma obra de urgência. Imagine se toda a sua reserva de emergência estiver alocada nas ações da empresa X.

Você que pagou 20 reais por ação, agora está precisando vendê-las com urgência, que estão com o preço de 18 reais. Conclusão: você perdeu dinheiro. Meu avô fala uma frase muito sábia há muitos anos: “não se deixa o dinheiro do arroz e do feijão na Bolsa de Valores”. 

Falamos sobre o início da sua jornada nos investimentos, em que o mais ideal seria começar pela reserva. Depois dela, você vai contar com o seu assessor para a elaboração da sua carteira de investimentos. 

E uma carteira de investimentos inteligente é uma carteira diversificada. Basicamente, o que seria isso? Investir em ativos com diferentes características de rentabilidade, liquidez e segurança. Por exemplo, ter uma posição em um ativo que te dê um retorno menor, mas uma segurança maior e vice-versa. 

O psicológico

Algum dia vocês já pensaram em fatores que podem nos ajudar ou nos prejudicar a investir em ações? Sentimentos que podem nos incentivar a ter mais cautela, paciência, angústia ou até medo, por exemplo. 

Eu não tenho anos de experiência em ações. Mas algumas coisas eu já entendi e vou passar para vocês.

Não basta pensar em rentabilidade – rápida então, nem pensar – e se tornar escravo do preço. Aquela pessoa que, por exemplo, compra ações de uma empresa e fica o dia inteiro monitorando para onde vai o preço dela.

Em qualquer momento de queda, ela vai querer diminuir posição, ou seja, vender. Isso acontece porque, provavelmente, ela não suporta a suposta frustração de obter prejuízo.

No dia seguinte, como pode não ter acontecido nada com os fundamentos da empresa, as ações possivelmente vão se recuperar em relação ao dia anterior. E no outro dia, já recuperada da queda, podem se valorizar.

Mas essa pessoa já vendeu. Se arrependeu. Comprou por um valor mais alto de quando comprou pela primeira vez e, muitas vezes, pode repetir o mesmo erro. 

Enquanto existem pessoas que aumentam posição na queda da ação de uma empresa que sofreu um ruído momentâneo, por perceberem uma janela de oportunidade, existem outras que diminuem e, muitas vezes, realizam prejuízo.

Diversos fatores podem ser os responsáveis por isso: medo, falta de conhecimento, insegurança.

Por isso que: é importante estudar sempre e rever seus vieses antes de qualquer coisa. Rever pra onde você é levado em momentos de queda das ações de tal empresa que você tem na carteira.

Conclusão

Por isso que é importante o conjunto de estar antenado às notícias da economia mundial e às notícias referentes as empresas que você se propõe a ser dono ou já é dono, porque muitas das vezes tomamos atitudes precipitadas, e então nos arrependemos, nos frustramos e às vezes desistimos.

Então, pense sobre esses tópicos pra minimizar qualquer tipo de frustração ou prejuízo. Entendendo eles, tenho certeza que a sua caminhada como investidor da Bolsa de Valores vai ser maravilhosa!

Bom pessoal, espero que esse artigo tenha ajudado vocês que pensam em começar a investir em ações da bolsa de valores e vocês que já investem, mas que de repente, não pensaram em alguns pontos importantes que podem impactar positivamente a trajetória como investidor. 

Até o próximo artigo.

*Este artigo foi escrito por Marina Seixas, produtora de conteúdos da Monte Bravo.

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