21/02/2020 às 12:24

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Investir o dinheiro que se tem guardado é uma das maneiras de fazê-lo render. Ou seja, em vez de apenas mantê-lo em uma conta poupança ou embaixo do colchão, você pode escolher investimentos que irão aumentar o seu patrimônio – um deles é a renda fixa.

E existem diferentes opções de investimento disponíveis para os vários perfis de investidores. Afinal de contas não são todas as pessoas que se arriscariam em um investimento de maior risco, como ações na bolsa de valores.

Para perfis mais conservadores existem as opções de renda fixa. Mas, como em qualquer investimento, é necessário conhecer bem aonde o seu dinheiro está aplicado. Ninguém quer perder dinheiro por falta de conhecimento. Por isso, a Monte Bravo desenvolveu este guia sobre renda fixa para você decidir quais são os tipos ideais de investimento para você.

O que é renda fixa?

A renda fixa engloba diferentes tipos de investimento onde, no momento da aplicação do dinheiro ou você pode prever qual será qual será a sua rentabilidade, como no caso da compra de títulos chamados de prefixados, ou você sabe que tipo de indicador a sua rentabilidade irá acompanhar, seja ele um indicador de juros ou inflação.

Portanto, ela é uma opção para iniciar os seus investimentos buscando acompanhar indicadores básicos da economia. Historicamente esses tipos de investimentos superam amplamente a rentabilidade da poupança.

Em geral, é considerado um investimento mais previsível quanto à rentabilidade. Em linhas gerais, as principais opções são:

  1. Aplicar os seus recursos em investimentos com uma taxa pré-fixada, isto é, o investidor sabe na data da aplicação quanto terá ao final do período;
  2. Aplicar em títulos atrelados aos juros do país, como a taxa Selic, recebendo uma rentabilidade de acordo com o patamar no qual essa taxa estiver;
  3. E aplicar em títulos atrelados a índices de inflação, tendo os recursos corrigidos conforme essa taxa oscila.

Quanto à segurança, outro pilar importante na hora de escolher um investimento, esses são investimentos com menor risco de perda de capital. Isso porque seus principais ativos são : 

  • Títulos do Governo (conhecidos como Títulos Públicos ou Títulos do Tesouro Nacional), que tem uma probabilidade baixa de deixar de pagar;
  • Certificados de depósito (CDB) emitidos por bancos protegidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito, entidade privada e sem fins lucrativos responsável pela garantia de depósitos no sistema financeiro. Entraremos no detalhe mais abaixo de como ele funciona). 

Como funciona a renda fixa?

Para entendermos melhor, a renda fixa é quando o investidor “empresta” dinheiro para alguém que pode ser tanto uma empresa, uma instituição financeira ou o Governo Federal.

Independentemente de quem esteja tomando esses recursos emprestados, em troca desse empréstimo o investidor receberá o valor aplicado somado aos juros, ou seja, o dinheiro rende de acordo com o tempo em que ficou emprestado.

Geralmente esses juros estão atrelados a um tempo de vencimento do título ou certificado. Quando você leva esses investimentos até o vencimento, o valor é o montante mais os juros e correção, dependendo do tipo de investimento.

Por exemplo, um investimento prefixado com juros de 14% ao ano, no vencimento, terá o montante e essa valorização. Já em títulos pós-fixados, o valor será corrigido por um índice (normalmente inflação ou Selic) e, caso ele ofereça algo do tipo, a valorização combinada.

Esses investimentos também possuem liquidez variada. Isso quer dizer que em alguns deles é possível sair a qualquer momento como por exemplo o Tesouro Direto, enquanto outros é necessário manter por meses ou anos para poder vender.

É importante saber que, embora mais estável, a renda fixa não possui garantia de retorno. Isso pois, como em qualquer investimento, ela também está sujeita a riscos externos. Isso significa que o papel da renda fixa pode variar de preço. Por isso destacamos a importância de estudar o mercado, as taxas e as perspectivas para o futuro em cada caso.

Mulher mexendo em notebook
É sempre importante estudar o mercado, as taxas e as perspectivas para o futuro em cada caso de investimento.

Tipos de investimento em Renda Fixa disponíveis

Se você se interessou por esse tipo de investimento chegou a hora de saber quais são os principais tipos de renda fixa disponíveis no mercado. Como falamos, eles levam em consideração diferentes indicadores de referência.

Conheça alguns dos principais tipos de renda fixa disponíveis no mercado:

Títulos Públicos Federais (Títulos do Governo ou do Tesouro)

O Tesouro Direto é frequentemente escolhido como a opção por quem não quer mais deixar o dinheiro parado na poupança. Isso pois, como vimos acima, ele costuma ser estável e não apresenta grandes riscos ao investidor. Juntamente com outras opções de renda fixa, também é uma boa opção para quem está começando a investir, mas não abre mão da segurança que a poupança garantia.

Nele são comercializados títulos públicos federais. Ou seja, nesse caso você estará emprestando dinheiro ao governo. Em troca, o investidor receberá o valor investido acrescido de juros.

Existem dois tipos de títulos nessa modalidade: os prefixados e os pós-fixados. 

No primeiro caso, os juros anuais são definidos antes da compra, dando ao investidor uma previsibilidade maior da rentabilidade. Já no segundo caso, a rentabilidade é calculada com base em um indexador, que pode ser a Selic ou o IPCA. 


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CDB: Certificado de Depósito Bancário

Nesse caso, o dinheiro será emprestado a algum banco, inclusive CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Esse investimento é disponibilizado por bancos, para captarem dinheiro para suas atividades.

Assim como no Tesouro Direto, o dinheiro investido é emprestado e devolvido acrescido de juros – mas nesse caso quem o devolverá será a instituição financeira que emitiu o ativo.

Caso o banco torne-se inadimplente, o investidor é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que detalharemos mais abaixo, até o limite de R$ 250 mil.

LCI e LCA: investimento em setores da economia

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são investimentos feitos a esses setores da economia. Assim como o CDB, são disponibilizados por bancos e instituições financeiras.

O LCI e o LCA são bastante parecidos, porém o primeiro empresta o dinheiro para o setor de imóveis e o segundo para o setor agropecuário. Mas o funcionamento dos títulos é o mesmo: você empresta dinheiro e recebe no final do contrato o dinheiro de volta com juros.

E assim como o CDB também são protegidos pelo FGC. Ou seja, se a instituição financeira quebrar, seu investimento será garantido até R$ 250 mil. 

Indicadores de referência: o que são e quais são?

Como vimos acima, alguns investimentos de renda fixa são atrelados a um indicador de referência, também conhecidos como indexadores, como por exemplo a taxa de juros (Taxa Selic), o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), ou índices de inflação (como o IPCA, IGP-M).

Os indicadores de referência nada mais são do que índices nos quais seus investimentos serão baseados.

No caso de investimentos de renda fixa, os principais indicadores de referência devem ser levados em consideração:

  • Inflação: A inflação no Brasil é indicada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A inflação altera diretamente o rendimento de ativos ligados à esse indexador.
  • Taxa Selic: a taxa Selic é outro indicador importante, pois é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela é a taxa que o governo paga ao pedir dinheiro emprestado via emissão de títulos e também lastreiam as operações entre bancos. 
  • Taxa CDI (Certificados de Depósitos Interbancários): É um indicador de investimentos de renda fixa emitidos por instituições financeiras. O CDI é um índice sobre a taxa de juros que os bancos praticam nas transações entre eles.
Homem segurando uma caneta em frente ao um notebook
Se uma rentabilidade está atrelada a algum desses indexadores ela irá se valorizar de acordo com o desempenho de cada um deles.

O que é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC)?

Conforme citamos que a segurança é um pilar importante na hora de avaliar os seus investimentos vamos falar um pouco mais sobre o assunto.

Quando falamos em títulos públicos sabemos que o risco envolvido seria alguma forma de calote do nosso próprio governo, alegando que não poderia pagar os seus credores, neste caso, os investidores.

Olhando para a história da nossa economia, é bem difícil imaginar que podemos passar por alguma situação do tipo, por esse motivo o mercado de investimentos considera esse os ativos de menor risco de inadimplência.

Quando falamos de títulos privados, contamos com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) que atua como um “colchão” de recursos depositados para casos de inadimplência de alguma instituição financeira.

Entre os ativos são garantidos pelo FGC estão:

  • Depósitos à vista; 
  • Depósitos na poupança; 
  • Letras de:
    – câmbio (LC);
    – hipotecárias (LH); 
    – crédito imobiliário (LCI); 
    – crédito do agronegócio (LCA); 
  • RDBs (Recibos de Depósito Bancário);
  • CDBs (Certificados de Depósito Bancário)

Para estar coberto por essa proteção, o total do montante investido (somado à sua respectiva rentabilidade acumulada) seja um valor de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira emissora, respeitando o limite de R$ 1 milhão. 

Ou seja, se um investidor diversificou seus recursos em diferentes instituições financeiras, respeitando um máximo de R$ 250 mil em cada uma delas e todas quebrassem ou se tornassem inadimplentes ao mesmo tempo, ainda assim ele poderia reaver seus recursos.

Como investir em renda fixa?

O primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora de valores com seus dados link para aberutra de conta. 

Depois, basta fazer um TED com o valor que será investido e, no próprio sistema da sua corretora de valores, ou através do seu assessor de investimentos, escolher a melhor opção para você.

Alguns ativos de renda fixa carecem de assinatura de termos específicos de ciência de risco sobre o tipo de produto. No entanto a assinatura pode ser feita de maneira digital e o caminho para a aplicação é bem rápido.

Como funciona a remuneração? 

Existem diferentes padrões para calcular o quanto os investimentos da renda fixa irão render. Isso de acordo com o tipo de título que será comprado e a quais indexadores estão atrelados, como citamos anteriormente.

Resumindo, existem basicamente três formas de remuneração:

  1. Papéis prefixados: os juros são estabelecidos antes do investimento. Assim o investidor saberá o quanto seus papéis irão render ao longo do tempo.
  2. Papéis pós-fixados: o rendimento é atrelado a algum indicador de referência, e irá variar de acordo com ele. Portanto, não é possível saber o valor exato do rendimento. 
  3. Papéis híbridos: como diz o nome, eles misturam características dos dois anteriores. Parte da remuneração é com base em taxas fixas, mas outra parte é atrelada a algum indicador.

Para entender melhor um investimento híbrido: imagine um título ligado à inflação e que paga a rentabilidade de IPCA + 3% ao ano. Nesse caso o cliente receberá uma parte da rentabilidade calculada pela taxa fixa de 3% ao ano, e a outra parte da rentabilidade virá da variação do IPCA (índice de inflação) no período.

O pagamento da remuneração dos investimentos será feito após o tempo pré-determinado na compra dos títulos ou no momento do resgate/venda de um título.

É importante ressaltar que alguns investimentos de renda fixa possuem pagamentos periódicos, chamados de cupom. Esse cupom é uma antecipação do pagamento dos juros antes do fim do vencimento. Uma vez que esse pagamento for creditado na conta do cliente, poderá ser sacado ou reinvestido.

Mulher mexendo em notebook
Uma vez que esse pagamento for creditado na conta do cliente, poderá ser sacado ou reinvestido.

Por que investir em renda fixa?

Uma das grandes vantagens desse tipo de investimento é que o investidor tem mais previsibilidade do quanto ganhará. Para quem tem um perfil mais conservador é uma ótima opção de fazer o dinheiro render sem se arriscar muito – claro que ainda assim existem riscos, mas eles são menores e mais previsíveis do que em casos de rendas variáveis. 

Outro ponto positivo é que existem diversas opções de renda fixa no mercado oferecidas por diferentes instituições (governo, bancos e empresas). Assim, o investidor pode tanto escolher o intermediador que melhor se encaixar com suas pretensões como escolher a opção de título oferecida pela instituição e diversificar. 

É uma maneira segura de diversificar a carteira de investimentos. Assim, você sempre terá algo mais garantido em mãos. 

Conclusão: a renda fixa pode ser uma boa aliada para diversificar seus investimentos

Levando em consideração que são investimentos mais estáveis e conservadores, pode ser uma ótima opção para diversificar a carteira de investimentos. Lembre-se: investir é apostar seu dinheiro em títulos.

E é sempre bom apostar em escolhas que são mais estáveis e trazem mais garantias de retorno – mesmo que esses não sejam tão grandes. Embora não trarão grandes surpresas positivas, também não trarão surpresas negativas. 

E é esse o ponto: é um investimento para quem não quer se arriscar. Se você não quer correr grandes riscos, a renda fixa é para você. 


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