26/06/2020 às 16:10

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Sexta

Jun

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No mundo dos investimentos, sempre é bem-vinda a chance de conhecer o que o mercado oferece como opção e não se deixar intimidar por certas siglas que possam parecer “assunto só para especialista”.

ETF, por exemplo. Você sabe o que é? Por que investir em ETF? Vamos descobrir!

Mercado financeiro: o que é ETF

ETF é uma sigla que significa Exchange Trade Funds

Na prática significa fundos negociados em bolsas de valores que replicam o desempenho de índices do mercado financeiro.

Para ficar ainda mais claro, acompanhe o raciocínio presente no exemplo de um ETF do Índice Bovespa (Ibovespa): 

Exemplo: quando se opta por investir em um ETF da Ibovespa, o investidor já estará aplicando, automaticamente, em todas as ações que integram esse índice. Isso significa que quando esse investidor adquire uma cota de um ETF, é como se ele estivesse comprando todas as ações da carteira usada como referência que, no exemplo, é a Ibovespa.

Ficou mais fácil agora?

Da mesma forma que ocorre com outros tipos de fundos de investimento, os ETFs são compostos por cotas. E cada uma delas tem uma pequena fração de todos os ativos que formam o índice de referência (esse índice é conhecido como benchmark financeiro).

O objetivo desse fundo é, portanto, replicar um determinado indicador financeiro para proporcionar rentabilidade similar.

História dos ETFs

Caso você pense que os ETFs são uma novidade no mercado, está enganado. 

Eles não são de hoje, não. Surgiram no fim da década de 1980, nos Estados Unidos, e ganharam fama em todo o mundo, tornando-se muito populares. 

Aqui, no Brasil, foram lançados em 2004 e já ganharam, até então, vários tipos que são negociados na Bolsa de Valores, todos atrelados a índices de ações.

Dentre os principais diferenciais de um investimento em ETF estão o baixo custo e, melhor: a diversificação. Isso porque é permitido investir em dezenas de ativos mesmo com pouco dinheiro.

Já a principal diferença entre um ETF e um fundo de investimento tradicional é que as cotas dos ETFs, conforme já mencionado, são negociadas na bolsa de valores.

Diversificação, uma das vantagens

A possibilidade de diversificar é uma das principais vantagens dos ETFs.

Afinal, dessa forma, ao invés de colocar os recursos em uma única ação que pode ter alta oscilação, o ETF permite a diluição dos recursos em vários papéis. Assim, caso o preço de uma ação caia, a alta de outra pode compensar tal perda. 

Outro aspecto tido como vantagem é a possibilidade de aplicar os recursos em diferentes empresas de uma só vez. Assim, não há a necessidade de acompanhar a performance, ou seja, o comportamento de cada uma delas.

Essa característica tem influência direta também nos custos desse tipo de fundo, que acabam sendo menores quando comparados a outros por não ter a gestão ativa.

ETF X riscos

Sim, os ETFs trazem riscos para o investidor em determinadas situações.

Uma delas se refere à participação da empresa no índice. Dependendo dessa participação, a derrocada de uma companhia tende a se refletir no desempenho do índice e, assim, consequentemente, no do ETF. 

Fora isso, há também o risco ligado à variação do preço das ações que formam o índice e o risco de liquidez das cotas.

Concluindo: não é possível, portanto, prever qual será o retorno da ação de uma empresa. Por isso não é possível, consequentemente, determinar a rentabilidade de um ETF. 

ETF e dividendos

Sabemos que um ETF é constituído pelas ações de empresas, e que fazem parte desse raciocínio as empresas que pagam dividendos. Então será que esse tipo de fundo de investimento também proporciona esse pagamento para os seus cotistas? 

Sim, paga, embora seja de forma indireta.

Isso se explica pois quando uma ação que faz parte de um ETF paga dividendos, o valor é incorporado ao patrimônio do fundo. É como se fosse um reinvestimento automático dos dividendos.

Por conta disso, não é possível sacar somente os dividendos do investimento, apenas o valor completo da aplicação.

ETF renda fixa

O mercado de ETFs no Brasil vem construindo, ao longo dos últimos anos, novas oportunidades. Uma delas são os ETFs de renda fixa

Trata-se de um investimento destinado àqueles que desejam diversificar o conjunto de ativos, mas não querem escolher cada uma das diferentes opções disponíveis.

Em virtude da possibilidade de o investimento inicial ser baixo, assim como os impostos e as tarifas, o ETF de renda fixa é indicado para investidores dos mais diferentes perfis – até os mais conservadores.

ETF Small Caps

No universo dos ETFs também é comum ouvir falar sobre as Small Caps. Elas são conhecidas por serem empresas que têm grande potencial, apesar de serem pequenas em capitalização. 

O ETF das Small Caps surgiu para tentar aproveitar dessas oportunidades potenciais, uma vez que o seu desempenho esteja sempre atrelado ao conjunto de empresas com o menor valor de mercado da Bolsa. 

ETF ou fundos de ações, o que escolher?

Diferente dos fundos de ações tradicionais, os ETFs fazem apenas a gestão passiva dos investimentos, somente para acompanhar.

Já um fundo de gestão ativa seleciona os ativos para criar uma carteira com potencial para superar o seu benchmark

Mas o trabalho dessa gestão ativa tem custo maior. Isso faz com que as taxas de administração sejam mais altas do que as aplicadas aos ETFs.

E apesar de os fundos de ações com gestão ativa serem mais caros, nem sempre têm performance melhor.

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