28/09/2020 às 17:29

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Segunda

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Qual o valor do dinheiro com o passar do tempo? Eis uma pergunta difícil de responder, e que depende de muitos fatores. No caso dos investimentos em renda variável, como o mercado de ações, ou dos investimentos feitos por pessoas jurídicas, este “preço” atende pelo nome de custo de capital.

Mas afinal, o que significa custo de capital?

Teoricamente, o custo de capital é uma taxa de retorno que determinado investimento apresenta para manter o seu valor de mercado. Se o projeto apresenta um retorno superior ao custo de capital, ponto positivo: o investimento compensa. Se o projeto apresenta um retorno inferior ao custo de capital, é bom ficar atento: o investimento não é rentável ou vai demorar muito para apresentar alguma rentabilidade.

Vamos a um exemplo.

Uma determinada empresa resolve se lançar no mercado de ações – portanto, abrir seu capital para investidores.

Ao comprar um papel desta empresa, o investidor deve ficar atento a seu custo de capital: com o passar dos anos, quais os custos que essa operação vai ter no comparativo com a sua taxa de retorno?

Sim, custos. O investidor deverá recolher impostos quando vender este título – por exemplo. E o próprio investimento da empresa – que o acionista está patrocinando – também tem seus riscos e suas depreciações, que devem ser levados em conta nos cálculos do custo de capital.

Observe que o tempo é uma variável muito importante, e para verificar isso na prática nos socorreremos de outro exemplo.

É importante manter a calma

Suponha que uma empresa lance um papel específico para bancar um novo investimento, com algum potencial de rentabilidade e baixo risco. Este investimento vai custar, ao todo, R$ 150 milhões.

No prospecto do projeto, no entanto, você descobre que a empresa estima recompor este valor no prazo de 30 anos.

Ou seja, considerando juros, correções e inflação, este investimento vai demorar muito para ser coberto e gerar lucros reais. Ou seja, é bem provável que o dinheiro se deprecie neste ínterim, tornando o aporte um tanto quanto arriscado (ou, no mínimo, desvantajoso).

Na linha oposta, suponha um investimento mais modesto (R$ 10 milhões, com expectativa de retorno em cinco anos). Estamos falando de um investimento com renda variável com riscos menores e uma expectativa de resgate mais factível, o que leva a crer que os lucros serão superiores ao custo de capital.

Naturalmente, esta conta é bem mais complexa que estes exemplos, expostos aqui a título de ilustração.

O que está em jogo é uma fórmula matemática, cuja elaboração é delegada a uma competente equipe de assessoria de investimentos.

Vamos a ela:

K = J + d/ Cp + Ct

O custo de capital (k) é igual aos juros (j) somados aos dividendos (d) dividido pelo custo de capital próprio (Cp) mais o custo de capital de terceiros (Ct).

Ficou confuso, não? Então vamos explicar melhor estes dois tipos de custo de capital.

O que é custo de capital próprio?

É isso mesmo que você está pensando. O capital próprio é a grana da empresa, seus sócios e… Os acionistas. 

Aqui, deve-se levar em conta a disposição que cada ente tem de se descapitalizar momentaneamente, honrar seus compromissos tributários e fiscais com o passar do tempo e lá na frente auferir resultados.

A vantagem é que estamos falando de dinheiro “da casa”, em que, se supõe, as coisas são resolvidas com maior facilidade.

A desvantagem é que investimentos muito expressivos dificilmente conseguem se bancar apenas desta forma.

O que é custo de capital de terceiros?

Falamos aqui dos financiamentos e das outras formas de captação externa, inclusive as fusões voltadas para o aumento do capital. As chances de obter maior aporte são mais significativas, mas a empresa perde um pouco da autonomia sobre as decisões e, obviamente, precisa distribuir esses lucros.

Como você deve ter percebido, é possível apostar em um investimento que pondere as duas captações de maneira adequada.

Como investidor de pequeno ou médio porte, o custo de capital é ainda mais relevante, porque a depreciação do seu dinheiro com o tempo lhe fará mais falta do que a um player gigante do mercado financeiro.

Entenda mais com um especialista

Empreendedores novos e aspirantes acabam se deparando com um universo de informações na hora de montar o seu próprio negócio. Não só eles, mas até em grandes empresas é possível encontrar dificuldades e desafios pela frente. Uma delas é entender a importância do custo de capital para as empresas e como este cálculo pode ser determinante para o futuro da sua gestão.

Para falar melhor sobre esse assunto, convidamos Bruno Gass, assessor de investimentos do Corporate da Monte Bravo e especialista em gestão de caixa. Ouça abaixo:

Na dúvida, sempre, é melhor contar com uma assessoria financeira.

A Monte Bravo tem a maior rede de assessoria de investimentos do Brasil, com profissionais aptos para apresentar o custo de capital da mais previsível das rendas variáveis ao investidor pessoa física até a mais ousada cota de uma grande empresa multinacional. 

Se até o dinheiro embaixo do colchão perde o valor com o tempo, o que dirá o seu dinheiro aplicado de maneira inadequada, não?

Para evitar isso, converse já com um de nossos consultores e entre de cabeça (mas com segurança) no mundo da renda variável.

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