12/04/2021 às 11:39

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Segunda

Abr

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Um dos setores mais estratégicos de uma empresa é aquele responsável por prospectar outros negócios que merecem investimento. É preciso ter sensibilidade e consciência estratégica para identificar startups e outros modelos de negócio que têm chances de crescimento. 

Trata-se de um gesto que tende a perpetuar o patrimônio da empresa investidora e diversificar seu ramo de atuação, mas também é uma atividade que comporta algum risco.

No glossário de termos que explicam as diversas formas de investimento em empresas em ascensão estão seed money, venture capital e private equity.

Cada uma dessas expressões explica um estágio de desenvolvimento da empresa que receberá o aporte, além do nível de participação da investidora no andamento do negócio.

Embora estejam direcionados para as startups – empresas de inovação e tecnologia – também podem ser aplicados a organizações convencionais.

Seed Money

O seed money, como o nome sugere, prevê o investimento em negócios que ainda estão em fase embrionária. Quem está interessado em captar o recurso apresenta um plano de ação e o modelo de negócio, em cronogramas e metas que muitas vezes nem começaram a sair do papel.

É por isso que esse tipo de investimento pressupõe muita sensibilidade, competência e assessoria personalizada, para apurar se o perfil da investidora se adequa às possibilidades criadas por quem está pleiteando o recurso.

Neste estágio, dificilmente o aporte ultrapassa a casa dos R$ 5 milhões. Ainda assim, para diluir os eventuais riscos, são orquestrados fundos com a participação de vários grupos engajados neste segmento e que atuam de maneira conjunta no projeto.

Esses fundos têm focos específicos, como o suporte a empresas de inovação, incubação de novos projetos, tecnologia da informação, educação a distância, biotecnologia, nanotecnologia, entre outros segmentos. Em alguns casos, os próprios grupos receberam recursos de bancos de desenvolvimento antes de se estabelecerem.

O investimento seed não se encerra a partir da primeira captação. Em geral, são necessárias até três rodadas de captação, chamadas de séries. Entre as startups, são desejadas até cinco séries para a implementação total do investimento.

E não se deve ainda confundir esse modelo com o investidor-anjo, uma confiança dedicada ao projeto em um estágio ainda antecedente ao seed money.

Venture Capital

Já o venture capital pressupõe um estágio adiante, embora também nomeie qualquer investimento entre empresas que envolva riscos.

Nesta etapa, o valor injetado chega a até R$ 10 milhões. A empresa que recebe os recursos já tem mais musculatura e papel de mercado. Estamos falando, portanto, de uma participação em algo mais concreto.

Quem adere ao venture capital também tem consciência de que terá maior participação na vida da empresa.

Então, qual a diferença entre este personagem e o acionista?

Simples. Essa estratégia é adotada em empresas que não possuem capital aberto – ou seja, não possuem ações que podem ser adquiridas. O grau de participação na vida do negócio estará estabelecido no contrato que rege o fundo e nos contratos específicos para o aporte no venture capital.

Private Equity

Por fim, o private equity é uma decisão de investimento de absoluta maturidade tanto entre quem está investindo quanto entre aqueles que estão recebendo a participação.

São os casos, por exemplo, dos processos de fusão e incorporação, que naturalmente precisam de uma injeção de recursos muito expressiva. Estamos falando de projetos que superam com facilidade a casa dos R$ 100 milhões.

Ao incorporar fundos de private equity ao seu processo de fusão, por outro lado, a empresa que está recebendo os recursos cria um portfólio de excelência, demonstrando o nível de confiança que aquela iniciativa obteve.

Não é incomum ainda que essas organizações se valham do private equity justamente para lançar seus papéis na Bolsa. Os grupos que compõem o fundo podem vender sua participação antes do IPO ou esperar a valorização dos papéis.

Conclusão

As três modalidades de investimento em empresas que ainda não detêm capital aberto são consideradas de risco, mas revertem em ganhos expressivos quando o projeto avança e a participação na iniciativa investida se materializa.

Portanto, é um passo decisivo de preservação do legado da marca e de seu posicionamento de mercado.

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