Informe diário Monte Bravo Corretora — 25/06/2024 - Monte Bravo

Informe diário Monte Bravo Corretora — 25/06/2024

25/06/2024 às 09:15

25

Terça

Jun

3 minutos de leitura
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Mercados

O foco da semana realmente estará sobre a divulgação do PCE na sexta-feira (28). O índice de preços de despesas de consumo pessoal dos EUA é utilizado pelo Federal Reserve como parâmetro de inflação.

A expectativa é de queda da taxa anual do núcleo do PCE de 2,8% para 2,6%. Se confirmado, a desaceleração reforçará as apostas de um corte de juros já em setembro. Além disso, também deverá levar a expectativa de cortes em 2024 dos atuais 48 p.b. para algo mais próximo do cenário Monte Bravo que segue sendo de 75 p.b. de cortes até o final do ano.

As taxas dos títulos do Tesouro dos EUA estão estáveis nestaa terça-feira (25). A taxa dos títulos do Tesouro de 10 anos está em 4,23%, enquanto a taxa dos títulos de 2 anos estava em 4,73%.

O índice do dólar — que mede o valor do dólar em relação a uma cesta de moedas — caiu 0,4% para 105,4. Os preços do ouro estão em leve queda com o ouro à vista em US$ 2.327,52 por onça. No mercado de criptomoedas, o bitcoin cai 6%, no nível mais baixo desde 2 de maio, a US$ 60.319,00. O Ether cai 6,3% negociado a US$ 3.302.

Os preços do petróleo estão estáveis com os contratos futuros de Brent para entrega em agosto em US$ 86,06 por barril.

Os mercados asiáticos fecharam majoritariamente em alta. As ações europeias abriram em queda na manhã desta terça. Os futuros de ações nos EUA estão em leve alta hoje, após as quedas de ontem (24) nos nomes de tecnologia que levaram o Nasdaq Composite a uma queda de 1,1%.

A Nvidia caiu quase 7% na segunda-feira, acumulando uma queda de 11% nos últimos 5 pregões. Outros nomes ligados a semicondutores e inteligência artificial também caíram, com a Super Micro Computer caindo 8,7%. A Qualcomm perdeu 5,5%, enquanto a Broadcom caiu quase 4%. O setor de tecnologia da informação teve queda de 2,1%.

Por aqui, a ausência de ruídos ajudou os ativos locais a seguirem corrigindo o excesso de prêmio de risco na expectativa das medidas de ajuste fiscal. O Ibovespa subiu 1,07%, aos 122.636 pontos. O dólar caiu 0,93%, cotado a R$ 5,3904, o que ajudou os juros futuros se moverem para baixo.

Economia

EUA – Mary Daly, presidente do Fed de São Francisco, afirmou que a política monetária está surtindo efeito, mas ainda há trabalho a ser feito. Daly reforçou que os recentes dados sobre a inflação são animadores, mas é necessário obter mais informações para ter certeza de que a inflação está de fato caminhando em direção à meta do Fed. Segundo ela, a taxa de desemprego pode eventualmente aumentar mais rápido do que observado até agora, uma vez que uma política monetária restritiva tende a reduzir a demanda na economia.

Brasil – A ata da última reunião do Copom manteve a sinalização dura do comunicado da decisão de manter a taxa Selic em 10,50% a.a. A ata trouxe algumas informações novas e importantes sobre a avaliação do Banco Central da economia. Na avalição sobre atividade, a resiliência do consumo e o aumento dos investimentos reforçam surpresas positivas no crescimento da economia e indicam que o hiato do produto que mede a ociosidade da economia �— passou de negativo para neutro. Houve também a elevação da taxa de juros neutra da economia de 4,5% para 4,75% refletindo a questão fiscal e a baixa produtividade da economia.

Na avaliação do balanço de riscos, houve fatores que levariam a assimetria altista, como o hiato do produto se manter resiliente e a inflação de alimentos mais persistente nos patamares recentemente observados. Apesar dos fatores altistas, o Copom decidiu por manter o balanço de riscos simétrico.

Na justificativa para a decisão de interrupção do ciclo de cortes da taxa Selic, o Copom enfatizou a elevação das projeções de inflação tanto para 2024 quanto para 2025, a continuidade da desancoragem das expectativas de inflação, a atividade resiliente e o cenário externo adverso como razões para manutenção da taxa Selic em 10,50% a.a.

O Comitê reforçou que o comprometimento com a ancoragem das expectativas e com a convergência da inflação para a meta é unânime, o que contribuiu para afastar a ideia de que exista uma divisão dentro do colegiado.

Mantemos o cenário de manutenção da taxa Selic em 10,50% a.a. até dezembro. Avaliamos que uma eventual redução de juros ao longo de 2025 está condicionada à implementação de medidas fiscais que garantam o cumprimento do limite de crescimento real de 2,5% das despesas autorizado pelo arcabouço fiscal.

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