25/03/2021 às 14:23

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Quinta

Mar

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A oferta inicial de ações (IPO, da sigla em inglês) é um passo decisivo na história de uma empresa. Na prática, é quando a corporação decide abrir o seu capital e oferecer as suas próprias ações abertamente na Bolsa de Valores.

Do outro lado do balcão, investidores atentos aguardam a estreia das organizações na B3 com ansiedade. Quem acompanha a rotina do mercado de ações há algum tempo sabe que as coisas mudaram um pouco de uns tempos pra cá.

Motivos pelos quais as empresas abrem seu capital

Os juros em patamares tão baixos e as mudanças no perfil do consumidor e na atividade econômica das próprias empresas adicionaram novos players nesse cenário.

Até investidores mais conservadores começaram a investir na renda variável, uma vez que os aportes atrelados a rendimentos fixos (normalmente aos juros básicos da economia) têm trazido baixíssima rentabilidade.

Ao mesmo tempo, outros fatores passaram a compor as ofertas de ações – antes monopolizadas por gigantes dos setores elétrico, de mineração e de infraestrutura.

Grandes empresas de serviços, lojas de departamento, representantes do e-commerce, do agronegócio e da educação a distância passaram a ocupar esse espaço de igual para igual.

Ou seja, todo mundo quer um espaço na B3: mais empresas, de diversos ramos e atividades econômicas, e mais investidores, atentos às novas tendências providenciadas pelos juros baixos.

Há espaço para mais

Em 2020, mais de 40 empresas fizeram sua primeira oferta de ações. Até meados de março de 2021, 19 corporações estrearam na B3 e outras 40 estão na fila – um dos mais aguardados IPOs foi da Mosaico, que conseguiu 32,3 mil investidores e um volume total de R$ 1,2 bilhão em ofertas.

E aqui temos um exemplo da nova cara da Bolsa, com uma empresa que representa três expoentes sites que comparam preços para o consumidor final na web.

O provedor de hospedagem de sites Locaweb, líder no Brasil e na América Latina, obteve nada menos R$ 2,7 bilhões após o encerramento – sendo um dos IPOs mais bem sucedidos do ano passado. As ações que começaram a oferta em fevereiro custando R$ 17,25 chegaram a outubro valendo R$ 63,85.

Por que isso acontece?

Há fatores conjunturais e específicos de cada ação que explicam o sucesso (ou a frustração de um IPO).

No caso da Locaweb, por exemplo, estamos falando de uma empresa de tecnologia que fez sua primeira oferta um mês antes da pandemia de coronavírus chegar ao Brasil.

As ações da empresa, portanto, se valorizaram justamente na época em que o e-commerce se tornou uma opção muito valiosa para empreendedores e compradores.

Além disso, ao abrir o capital, as empresas passam a se comprometer com uma série de questões que naturalmente lhes dão maior valor de mercado.

A empresa precisa, por exemplo, ter uma eficiente política de compliance e passar a divulgar seus balancetes. Isso demonstra, em alguma medida, transparência e austeridade na gestão de seus recursos e investimentos.

Outras vão além, e passam a ser signatárias de compromissos ambientais e de marketing social.

Em um ano em que o número de investidores quase dobrou – são mais de 3,2 milhões de cidadãos na B3 – esses quesitos passam a chamar mais atenção da sociedade como um todo.

Cautela: a palavra-chave

Apesar dessa valorização, nem sempre o investidor percebe o fenômeno em seus próprios papéis.

Isso pode acontecer em função da atividade econômica da empresa, que na época da oferta inicial sofreu algum revés imprevisível que impactou no segmento como um todo.

Outras empresas adotam uma espécie de carência para desestimular os flippers – investidores que tentam vender as ações logo no início, a fim de obter uma rentabilidade acima da tendência de mercado. 

Esse gatilho é chamado de lock-up, período durante o qual os interessados são obrigados a permanecer com os papéis.

Por isso, a cautela na escolha das ações que irá adquirir e na hora certa de vender os títulos é a palavra-chave.

Como começar?

Se você está interessado em acompanhar os próximos IPOs, comece a seguir a B3 e a verificar com frequência a lista de empresas que fizeram suas ofertas iniciais.

Lá você também descobre as empresas que interromperam, por algum motivo, seu processo de abertura de capital. A imprensa especializada também pode ajudá-lo neste quesito.

Mas, nessa hora, o que é decisivo mesmo é uma boa assessoria de investimentos.

A Monte Bravo tem a melhor equipe para ajudá-lo a entender o mercado de ações, seus riscos e sua rentabilidade e como seu perfil de investidor se encaixa em um cenário que, até pouco tempo, era restrito aos grandes.

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