18/11/2020 às 18:35

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Nov

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Imagine poder investir em algo para o qual, neste momento, você não tem dinheiro, mas que por alguma razão você sabe que vai valorizar no futuro. Essa ferramenta está disponível no chamado mercado de opções – uma possibilidade a mais para quem quer obter bons rendimentos na renda variável.

Antes de entender como funcionam as opções, vamos relembrar como é o mercado de ações – o mais conhecido da Bolsa de Valores.

Entendendo o básico

Ao adquirir ações, o investidor pega uma parte da empresa, que aceitou abrir seu capital para ampliar seus horizontes estratégicos. Se a empresa vai bem, o acionista vai bem. Se a empresa vai mal, o acionista vai mal.

Diferentemente disso, as opções não dão direito a uma “parte” da empresa, e sim o direito a vender  ou comprar esses papéis lá na frente.

Isso possibilita que o investidor consiga vislumbrar um rendimento em um título que provavelmente obterá ganhos futuros.

Para entender como isso funciona na prática, vamos a um exemplo mais cotidiano. Suponha que você queira comprar um terreno de R$ 250 mil que – com o mercado imobiliário aquecido – custará em torno de R$ 300 mil no ano que vem.

Houvesse um mercado de opções nos imóveis, você poderá comprometer-se a comprar este imóvel futuramente, pagando apenas uma entrada (chamada de prêmio) de R$ 30 mil.

Passado um ano, você pode desembolsar o restante do imóvel e lucrar com a sua valorização. Entretanto, se o segmento enfraqueceu e o terreno perdeu valor, você pode desistir da compra – perdendo o prêmio, que fica com o pretenso vendedor.

É claro que no mercado financeiro a lógica é um pouco mais complexa – mas este exemplo serve de base sobre o quão vantajoso pode ser o investimento em opções. Ao obter o direito à compra de um título, o investidor pode garantir uma rentabilidade sem desembolsar tudo de uma vez.

Mas antes de entender como funcionam as opções, é bom ter em mente alguns termos técnicos:

Titular

É quem compra a opção e o direito de comprar ou vender o título lá na frente.

Lançador

É o personagem que negocia a opção e, portanto, se compromete a vender ou comprar o papel mais adiante.

Ativo-objeto

É o objeto da negociação propriamente dito. Pode ser um bem, mercadoria ou ação que está no acordo.

Prêmio

Corresponde ao valor pago antecipadamente ao titular e que lhe dá direito sobre esta opção no prazo combinado, também chamado de vencimento da opção.

Call e put

Call é a opção de compra e put é a opção de venda. Quem detém a primeira tem o direito de comprar o ativo-objeto pelo preço prefixado (vencimento). Se o comprador desistir, não precisa comprar o título, perdendo “apenas” o prêmio. Quem detém o put, por sua vez, tem o direito de vender o ativo-objeto. 

Strike das opções

É o preço prefixado para o exercício da opção. Quem compra uma opção com preço de R$ 30, por exemplo, pode comprar o papel no prazo pré-estabelecido por este valor.

Esta modalidade oferece muitas vantagens – como a possibilidade de negociar derivativos sem o desembolso integral.

Mas afinal, para que serve essas opções?

As opções também podem ser usadas para proteger o valor das ações ou de uma carteira, no instrumento conhecido por hedge. 

Se o investidor acredita que seus papéis podem ser desvalorizados por um período, mas não pretende se desfazer deles, pode comprar opções de venda. Caso os papéis realmente sofram perdas, o investidor não os venderá pelo valor de mercado, e sim pelo valor previamente estipulado.

No entanto, também há muitos riscos, como a ocorrência de depreciação dos títulos, o que pode levar a perdas na negociação ou desistência – o que, no caso do titular, implica na perda do prêmio.

Como em boa parte das aplicações em renda variável, quanto maior a chance de lucro, maior o risco de depreciação e prejuízos para o investidor.

O investimento em opções comporta alguma imprevisibilidade – porque estes papéis futuros não possuem um valor por si só. Os ganhos e perdas vão depender intimamente da trajetória do ativo-objeto.

É por isso que essa estratégia depende muito de uma competente assessoria financeira, que vai avaliar:

  • O comportamento do ativo-objeto;
  • A pertinência deste investimento em cada cena econômica;
  • A perspectiva de ganhos e a expectativa de resgate do investidor;

A Monte Bravo Investimentos ajuda o investidor a lidar com esta ferramenta de maneira precisa e cautelosa, com gestão de riscos e identificação das potencialidades de cada opção.

Um dos instrumentos mais rentáveis exige uma expertise bastante refinada, possibilitando um percurso bem sucedido para investidores iniciantes e mais experientes.

E aí, pronto pra começar?

*Este artigo foi escrito por Marina Seixas, produtora de conteúdos da Monte Bravo.

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