21/12/2020 às 14:41

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Segunda

Dez

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O mercado imobiliário está aquecido. A política de juros baixos adotada e mantida pelo Banco Central elevou a procura por financiamentos de imóveis. O crescimento do home office decorrente da pandemia de coronavírus vem levando moradores de grandes metrópoles a procurarem imóveis próprios no interior próximo. 

Por fim, empresas com capital elevado vêm lançando novos empreendimentos fora dos eixos convencionais, galvanizando os investimentos em fundos imobiliários, tema do nosso post.

A procura por esses títulos segue em alta, em função das vantagens que exporemos abaixo. Em janeiro de 2020, o Santander estreou neste tipo de proposta com alta de 12% já em seu primeiro pregão. No mês anterior, as emissões primárias de fundos imobiliários injetaram R$ 1,2 bilhão no mercado – e estamos falando apenas de cinco emissões.

Como funcionam os fundos imobiliários?

Uma boa analogia é com o mercado de ações como um todo. Ao adquirir uma ação, o comprador adquire algo equivalente a uma parte da empresa. Seu dinheiro servirá para que o grupo que vendeu a ação faça investimentos de curto, médio e longo prazos. Se tudo der certo, ao final, você receberá mais do que gastou comprando esta ação.

No fundo imobiliário é parecido – mas o investidor não compra qualquer ação, e sim um título representativo de algum aporte em imóveis ou em renda sobre os imóveis, como aluguéis, por exemplo. Como o mercado está aquecido, você já entendeu: eis um bom fundo para investir. Mas vamos conhecer outras vantagens:

Possibilidade de investir em grandes projetos

É muito difícil conceber que o investidor “comum” consiga, sozinho, reunir recursos para construir um shopping center, um edifício corporativo ou um hospital. Pois no fundo imobiliário os investidores conseguem se capitalizar juntos para entrar em projetos desta musculatura, e cuja possibilidade de retorno a médio prazo é quase certa.

Isenção no Imposto de Renda

Quem tem imóveis alugados para terceiros sabe que os rendimentos devem ser informados anualmente à Receita Federal (mesmo porque o inquilino também informa que mora em casa de aluguel).

No fundo imobiliário, os rendimentos sobre a pessoa física são isentos de imposto, contanto que a cota e o cotista cumpram alguns requisitos: o interessado deve ter menos de 10% das cotas, e o fundo precisa de um número mínimo de cotistas.

Já o ganho de capital é tributado em 20% – na venda de um imóvel comum, esse porcentual é de 15% (a menos que se invista em outro imóvel em no máximo seis meses). Ao por tudo na balança, considerando o volume de ganhos do fundo, a vantagem sobre ele prevalece.

Custos amigáveis

No dia a dia da Bolsa, os fundos imobiliários têm custos bem menores que os de outros títulos. A corretagem no home broker é fixa e as demais taxas (emolumentos) também são mais favoráveis.

Participação em diversas frentes

Os fundos imobiliários garantem que o investidor participe de maneira simultânea de vários projetos e de várias fontes de ganho relacionadas ao mercado de imóveis. Ao adquirir um fundo específico, por exemplo, é possível obter participação em incorporadoras que têm imóveis de grande porte nas maiores cidades do país – incluindo aqueles com alta adimplência e baixa depreciação, como os shoppings centers e os hotéis.

Ideal para estreantes

Quem sai da renda fixa exclusiva tem receio a respeito de como aprimorar sua carteira, e os FIIs são uma boa escolha, dado seu comportamento mais esperado que outros títulos da renda variável. Falando em termos técnicos, a volatilidade é bem menor que no mercado de ações. Aliás, a migração dos investimentos em renda fixa para esses fundos é o que têm feito as boas estreias na B3.

Rentabilidade maior

Quem investe em imóveis físicos pode até reunir bons rendimentos ao fim do mês, mas sabe os custos que isso têm. Além do Imposto de Renda, os imóveis se depreciam com maior facilidade e os custos de intervenções estruturais são do proprietário, e nunca do inquilino.

Nos fundos imobiliários a rentabilidade é maior por conta da isenção do IR e porque, como mencionado, estamos falando de projetos muito grandes ligados a empresas e incorporadoras com solidez no mercado.

Transparência

Se você já associou o investimento em fundos imobiliários à crise global de 2008, saiba que não é bem assim. Nos Estados Unidos, o que ocorreu foi um calote generalizado provocado pela alta dos juros dos financiamentos. Já o investimento em FIIs é sustentado na transparência, mesmo porque a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) obriga a publicação periódica dos balancetes operacionais de quem oferece esta modalidade.

A Monte Bravo tem a equipe de especialistas que você procura se quiser entrar no mundo dos fundos imobiliários. Sintonizada com os eventos econômicos que impactam neste tipo de título, a assessoria tem condições de recomendar os melhores papéis com acompanhamento diário das movimentações e das tendências. Conheça melhor nossos serviços aqui.

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