Mercado de trabalho dos EUA mantém tendência de enfraquecimento em novembro

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Por: Monte Bravo
16/12/2025 • 2 mins de leitura

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A economia americana registrou abertura de 64 mil vagas em novembro, ficando acima das expectativas de geração de 50 mil vagas. No entanto,a destruição de 105 mil vagas em outubro manteve as médias móveis em patamares abaixo do requerido para manter a taxa de desemprego estável.

Em novembro, as médias móveis de 3 e 6 meses desaceleraram para 22 e 17 mil vagas. Este é um reflexo da perda de fôlego do mercado de trabalho nos últimos meses — em especial em setores como indústria e serviços de informação, transportes e ligados às empresas. 

Essa desaceleração levou as médias móveis de empregos gerados para um patamar abaixo do nível de equilíbrio de 80 a 100 mil vagas. Este é o nível que a economia precisa gerar de postos de trabalho para manter a taxa de desemprego estável.

Nesse contexto, a taxa de desemprego subiu de 4,4% em setembro para 4,6% em novembro, com o aumento da procura de emprego ficando acima da abertura de vagas. No caso da pesquisa que calcula a taxa de desemprego, os dados de outubro não foram divulgados, pois a ausência de entrevistas no período da paralisação do governo inviabiliza a reconstrução do dado para esse período.

Os salários registraram alta menor que a esperada, subindo 3,5% em termos anuais em novembro. Os salários dos trabalhadores ligados à produção subiram 3,9% em termos anuais.

Após a divulgação dos dados de emprego, a probabilidade de manutenção da taxa de juros em 3,75% a.a. na próxima reunião de janeiro do Fed permaneceu em 76,0%. As projeções ficam em linha com os discursos de maior cautela na condução da política monetária feitos pelo presidente do Fed, Jerome Powell, e pelo presidente do Fed de Nova York, John Williams. A probabilidade de corte de 25 pontos base na reunião de março elevou-se ligeiramente para 43,5%.

Avaliamos que o resultado do relatório de emprego (payroll) indica que o mercado de trabalho segue enfraquecendo e coloca um viés maior para o risco de emprego do que de inflação nesse momento do ciclo. Desta forma, a probabilidade de um corte de juros no 1° trimestre de 2026 segue elevada, com a redução de 25 p.b. na reunião de março sendo a mais provável.

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