Informe Diário
16/09/2024 • 4 mins de leitura
Antes da superquarta, ativos de risco seguem em compasso de espera
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Os mercados globais seguem voláteis. Investidores reavaliam as ações das big techs e empresas ligadas à inteligência artificial. A volatilidade diminuiu desde sexta-feira (21), mas o apetite por risco permanece contido.
Os agentes econômicos ainda têm de lidar com incertezas sobre a qualidade dos dados oficiais. Na sexta-feira, o mercado soube que o Fed não receberá uma leitura crucial de inflação antes da próxima decisão, após o Bureau of Labor Statistics cancelar o CPI de outubro. O CPI de novembro, previsto para 10 de dezembro, foi adiado para 18 de dezembro — portanto, após a reunião do Fed.
As expectativas para corte de juros em dezembro avançam de forma expressiva após John Williams, do Fed de Nova York, indicar espaço para “novo ajuste. Segundo ele, a política monetária está “modestamente restritiva” e há margem para aproximar os juros da zona neutra. Os futuros atribuem quase 70,00% de probabilidade de corte de 25 pontos base na reunião de 10 de dezembro.
As taxas dos Treasuries operam quase estáveis. A taxa de 2 anos está em 3,52% e a de 10 anos negocia a 4,06%.
O dólar está estável, enquanto operadores monitoram risco de intervenção no iene — que vinha cedendo com juros baixos e política fiscal frouxa — mas a moeda japonesa recuperou parte das perdas após a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, intensificar alertas sobre uma compra de ienes. O mercado enxerga como provável uma intervenção entre ¥158,00 e ¥162,00 por dólar, com a liquidez reduzida pelo feriado de Thanksgiving nos EUA criando janela para atuação.
O dólar segue perto das máximas de seis meses, com o índice DXY estável em 100,14 pontos. O ouro cai pela terceira sessão consecutiva: o spot recua 0,40%, para US$ 4.051,31 por onça.
No mercado cripto, o fim de semana foi de estabilização depois o Bitoin digital testar o suporte de US$ 80.000,00 na sexta-feira. Na abertura desta segunda-feira (24), a moeda sobe 1,00%, negociado a US$ 85.972,09.
O petróleo cai nesta segunda: o Brent recua 0,22%, para US$ 62,42., enquanto conversas de paz entre Rússia e Ucrânia avançam e o fortalecimento do dólar adiciona pressão.
As bolsas europeias iniciam a semana em alta, acompanhando o alívio parcial. Os mercados da Ásia fecharam mistos: Hong Kong avançou 1,97%, impulsionado por tecnologia e saúde, enquanto o CSI 300 recuou 0,12%. O mercado japonês permaneceu fechado por feriado. Nos EUA, o S&P 500 Futuro avança 0,29%.
No Brasil, o Ibovespa subiu 0,16% na sexta-feira, aos 157.501,24 pontos. O dólar caiu 0,10%, cotado a R$ 5,2641.
EUA: O vice–charmain e presidente do Fed Nova York, John Williams, fez um discurso compatível com a continuidade do ciclo de corte de juros em dezembro. Ele avaliou que a economia desacelerou em relação ao ritmo do ano passado, enquanto o mercado de trabalho vem esfriando de forma gradual. Indicadores que medem o equilíbrio entre oferta e demanda por mão de obra — como a taxa de desemprego — retornaram a níveis pré-pandemia, sugerindo um mercado menos aquecido, mas sem sinais de deterioração abrupta.
Com expectativas inflacionárias ancoradas, cadeias produtivas funcionando normalmente e salários em ritmo mais moderado, a autoridade projeta que esses impactos se dissipem até meados do próximo ano, permitindo que a inflação retome a trajetória rumo a 2% até 2027.
Para o Williams, os riscos ao mercado de trabalho aumentaram, enquanto os riscos de inflação excessiva perderam intensidade. A política segue levemente restritiva, mas menos do que antes dos cortes recentes, abrindo espaço para mais um ajuste que aproxime os juros do nível neutro.
Após o discurso, a chance de um novo corte de 25 pontos base na reunião do Fed de dezembro no mercado futuro passou para 71%, acima do patamar de 30% dos últimos dias. Mantemos a expectativa de corte de 25 p.b. em dezembro, levando a taxa de juros básica para 3,75% ao ano.
EUA: Os PMIs preliminares de novembro mostraram sinais mistos na economia. O índice de serviços subiu levemente para 55 pontos, acima das expectativas, impulsionado pelo avanço de novos negócios, embora o componente de emprego tenha recuado. O PMI industrial caiu para 51,9 pontos, em linha com as projeções, refletindo enfraquecimento em produção e novos pedidos, apesar de uma leve melhora no emprego. Em ambos os setores, as expectativas de produção futura avançaram, sugerindo confiança empresarial mais forte.
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(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.
(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.
Fonte: Bloomberg.
Não há divulgação de eventos relevantes.

Por:
| Alexandre Mathias | Luciano Costa | Bruno Benassi |
| Estrategista-chefe da Monte Bravo Corretora | Economista-chefe da Monte Bravo Corretora | Analista de Ativos CNPI: 9236 |