Escalada no conflito pressiona mercados e faz petróleo disparar

12/03/2026 • 4 mins de leitura

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Mercados

Os mercados globais operam sob pressão nesta quinta-feira (12). O movimento é uma reação à volatilidade dos preços do petróleo,que avançam novamente em meio a temores de restrição na oferta provocados pelo prolongamento da guerra no Irã.

As cotações da commodity já haviam subido na sessão anterior, mesmo com o acordo da Agência Internacional de Energia de liberar 400 milhões de barris; uma tentativa de mitigar o choque de oferta decorrente dos confrontos.

A aversão ao risco prevalece nos mercados, acompanhando a forte volatilidade do óleo cru. O contrato do Brent avança 4,70%, cotado a US$ 96,29 por barril, após encostar brevemente na marca de US$ 100. Os futuros do West Texas Intermediate avançam 5,15%, a US$ 91,74.

Durante a madrugada, mais três embarcações estrangeiras foram atingidas no Golfo Pérsico, segundo autoridades locais. O episódio reflete a intensificação dos ataques a navios que transitam pela região estrategicamente vital do Estreito de Ormuz e ocorre após alertas do Irã de que o barril de petróleo pode atingir a cotação de US$ 200.

Os Treasuries de 2 anos seguem em 3,65%, enquanto os juros de 10 anos também operam estáveis a 4,22%.

O índice DXY sobe 0,07%, aos 99,30 pontos, enquanto o ouro registra ganhos de 0,26%, negociado a US$ 5.189,89. O Bitcoin apresenta queda de 0,96%, cotado a US$ 69.969,21.

O minério de ferro opera com alta de 0,29%, negociado a US$ 104,10.

Na Ásia, o índice chinês Shanghai CSI 300 encerrou o pregão em baixa de 0,36%, enquanto o Nikkei, do Japão, fechou com recuo de 1,04%.

Na Europa, o Euro Stoxx opera com desvalorização de 0,43%. Nos EUA, o S&P 500 futuro registra queda de 0,38%.

No Brasil, o Ibovespa fechou em alta de 0,28%, aos 183.969,35 pontos, e o dólar recuou 0,04%, cotado a R$ 5,1567. Na curva de juros, as taxas subiram com o mercado em dúvida sobre o ciclo de cortes diante da alta do petróleo.

Economia

EUA: O núcleo do CPI subiu 0,22% em fevereiro em relação ao mês anterior, em linha com as expectativas, enquanto a taxa anual desacelerou ligeiramente para 2,46%. Os componentes de aluguel e aluguel equivalente dos proprietários (OER) avançaram 0,20%, abaixo dos 0,23% registrados em janeiro, refletindo o ajuste gradual observado nos novos contratos de aluguel.

Entre os demais itens, os serviços médicos aumentaram 0,6% e contribuiram para a alta do núcleo — com destaque para cuidados domiciliares, casas de repouso e serviços odontológicos. Os preços de vestuário subiram 1,3% no mês — o maior avanço desde setembro de 2018 —, enquanto bens de educação e comunicação caíram 3%, em parte devido à queda de cerca de 5% nos preços de smartphones.

Alguns componentes de bens que têm peso maior no índice de preços PCE,a medida de inflação preferida do Fed, apresentaram forte alta em fevereiro. Em particular, os preços de software subiram 6,5% no mês — esse item tem peso de 1,2% no núcleo do PCE, mas apenas 0,03% no núcleo do CPI, e não é ajustado sazonalmente pelas autoridades estatísticas. Com base nos detalhes do relatório do CPI, estima-se que o núcleo do índice PCE tenha avançado 0,35% em fevereiro, elevando a taxa anual para cerca de 3,0%.

Brasil: As vendas no varejo brasileiro surpreenderam positivamente em janeiro e voltaram a crescer após a queda registrada no mês anterior. O volume de vendas do varejo restrito avançou 0,4% na comparação mensal e 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo novo recorde histórico na série com ajuste sazonal. O varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção,subiu 0,9% no mêsepraticamente reverteuo recuo observado em dezembro.

Entre os segmentos do varejo restrito, supermercados e o setor de produtos farmacêuticos e cosméticos lideraram os ganhos, com destaque para o avanço de 2,6% nas vendas deste último. Vestuário também registrou crescimento, enquanto combustíveis e lubrificantes recuaram 1,3%, refletindo em parte a forte alta de preços no início do ano. O setor de equipamentos de informática e comunicação caiu 9,3% no mês, devolvendo parte do expressivo avanço acumulado no segundo semestre de 2025.

No conceito ampliado, as vendas foram impulsionadas pela forte recuperação nos segmentos de veículos e motos e de materiais de construção, ambos revertendo as quedas do mês anterior. Com os bons resultados da indústria e das vendas do varejo de janeiro, o tracking do PIB foi revisado de 0,6% para 0,7% na margem no 1° trimestre de 2026. Mantemos a expectativa de alta de 2,0% do PIB em 2026.

Preços de ativos selecionados¹

(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.

(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.                 

Fonte: Bloomberg.

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Por:

Alexandre MathiasLuciano CostaBruno Benassi
Estrategista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Economista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Analista de Ativos
CNPI: 9236

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