Com expectativa por corte, mercado opera em compasso de espera pela superquarta

04/12/2025 • 4 mins de leitura

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Mercados

Os mercados globais operam em compasso de espera pela reunião do Fed na próxima semana, com a decisão marcada para o dia 10 de dezembro.

Nesta semana, o foco dos investidores se volta agora para a divulgação do índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) de setembro amanhã (05). O PCE é a principal métrica de inflação acompanhada pelo Fed.

O mercado consolidou a convicção no corte de juros, o que sustenta um otimismo cauteloso nos ativos de risco. Os futuros de Fed Funds estão embutindo cerca de 89% de probabilidade para uma redução de 25 pontos base na próxima reunião

As taxas dos Treasuries avançam levemente nesta quinta-feira (04). A taxa do Treasury de 10 anos negocia em 4,08%, enquanto a de 30 anos está em 4,73%. O Treasury de 2 anos sobe para 3,50%.

O dólar está estável: o índice DXY, que mede a força da moeda dos EUA contra uma cesta de seis pares, recua 0,04%, aos 98,81 pontos. O ouro opera em discreta baixa de 0,01%, cotado a US$ 4.202,55 por onça troy. O Bitcoin cede 0,31%, negociado a US$ 93.429,82.

No mercado de commodities, o petróleo avança após a Rússia afirmar que as conversas com autoridades dos EUA em Moscou fracassaram. O Brent sobe US$ 0,78, ou 1,30%, a US$ 63,23, enquanto o WTI avança 1,50%, para US$ 59,49.

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta, à medida que investidores globais anteciparam a decisão de juros do Fed. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,68%. No Japão, o Nikkei avançou 2,33%. Na China, o CSI 300 subiu 0,34%.

Na Europa, as bolsas operam em terreno positivo nesta manhã. O índice pan-europeu STOXX 600 avança 0,40%. Em Nova York, os futuros de ações operam próximos da estabilidade. Ontem (03) o setor de tecnologia dos EUA esteve sob pressão, com as ações ligadas à inteligência artificial passando por ajustes moderados.

No Brasil, ontem o Ibovespa fechou em alta de 0,41%, aos 161.755 pontos, enquanto o IFIX oscilou marginalmente em queda de 0,03%. O dólar encerrou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,3130. O destaque no mercado de juros foi a queda das taxas reais longas.

Economia

EUA: O setor de serviços demonstrou uma resiliência surpreendente em novembro, conforme indicado pelo índice ISM de serviços que avançou ligeiramente para 52,6 pontos, frente às expectativas de uma pequena retração. No entanto, a composição do relatório foi mista. Enquanto os indicadores de atividade comercial e emprego registraram modestos aumentos, o componente de novas encomendas sofreu uma queda notável.

Um ponto de preocupação foi o aumento do índice de Supplier Deliveries, sinalizando um desempenho mais lento nas entregas e sugerindo possíveis gargalos na cadeia de suprimentos. Em um lado mais positivo para a inflação, a medida de preços pagos despencou para seu nível mais baixo desde abril, aliviando a pressão sobre os custos operacionais para as empresas de serviços.

As menções a tarifas e ao fechamento do governo (shutdown) aumentaram significativamente em novembro ante o mês anterior, com os entrevistados apontando explicitamente o impacto dessas questões políticas tanto na demanda quanto nos custos. A crescente preocupação com o atrito comercial e a instabilidade governamental sublinha a vulnerabilidade do setor a fatores exógenos, que — apesar dos dados de crescimento encorajadores — continuam a ser uma nuvem sobre o panorama econômico mais amplo.

EUA: O PMI de serviços foi revisado para baixo para 54,1 pontos na leitura final de novembro. A revisão foi impulsionada primariamente por uma queda no componente de novos negócios.

Contudo, o índice de emprego foi revisado para cima e reforçou a narrativa de um mercado de trabalho no setor de serviços que permanece robusto. Tanto os preços de insumos quanto os preços de produção foram revisados para baixo, ecoando a tendência de alívio da inflação vista no relatório ISM.

No geral, o setor de serviços continua em expansão, mas as recentes leituras sugerem um ritmo mais moderado do que o inicialmente estimado, com a cautela se mantendo alta devido às incertezas políticas e de custo.

EUA: A produção industrial dos EUA registrou um modesto aumento de 0,1% em setembro, em linha com o consenso. No entanto, o crescimento de agosto foi revisado para baixo para uma retração de 0,3%, moderando o otimismo.

A utilização da capacidade permaneceu inalterada em 75,9%. Embora o crescimento geral tenha sido sutil, o desempenho de setores específicos sugere uma dinâmica mais forte do que a inicialmente percebida. Com esses resultados, o tracking do PIB indica alta de 3,9% na margem no 3° trimestre de 2025.

Preços de ativos selecionados¹

(1) Cotações tomadas às 8h BRT trazem o fechamento do dia dos ativos asiáticos, o mercado ainda aberto para ativos europeus e futuros e o fechamento do dia anterior para os ativos das Américas.

(2) Ativos de renda fixa apresentam a variação em pontos-base (p.b.), esta é a forma como o mercado expressa variações percentuais em taxas de juros e spreads. O ponto-base é igual a 0,01% ou 0,0001 em termos decimais. Os demais ativos mostram a variação em percentual.                 

Fonte: Bloomberg.

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Por:

Alexandre MathiasLuciano CostaBruno Benassi
Estrategista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Economista-chefe
da Monte Bravo Corretora
Analista de Ativos
CNPI: 9236

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