Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
A WEG reportou na manhã de quarta-feira (22) seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026.
Os resultados da companhia foram fracos, mas melhores do que o mercado e nós estávamos esperando. O destaque veio da recuperação das margens e da receita em relação ao 1T26, apesar de os números ainda apontarem para uma queda na comparação anual.
A performance do papel no pregão de ontem, com uma alta superior a 10%, nos chama atenção. Entendemos que o mercado tinha expectativas piores e que o 2T pode apresentar um ponto de inflexão para os resultados, com aceleração em linhas importantes e a volta de margens maiores. No entanto, não vimos os números como transformacionais e que impliquem em revisões de números tanto pelo sellside como pelo buyside.
Em nossa cabeça, o 2º semestre contará com aceleração no crescimento da receita, graças a uma base de comparação mais fácil e à entrada em operação de capacidade instalada, ainda que seja válido o adendo de que só uma parte desse ganho de capacidade chega neste semestre. Pelo que a companhia sinalizou no último call, é a fábrica de Betim (cerca de 10% do total da nova capacidade de T&D) que passa a contribuir com receita ao longo do 2S26, enquanto os blocos maiores — Colômbia e México (juntos, 75% da capacidade nova) — só entram em operação no início de 2027. Os números não trouxeram algo que nos faça revisar essas projeções.
É importante ressaltar que o release da companhia é simples e que parte de nossas dúvidas pode ser respondida hoje (23) durante o call de resultados.
A companhia apresentou ligeira queda de 0,6% a/a na receita, com o segmento de GTD doméstico sendo um dos grandes detratores. É importante ressaltar que a ausência de entregas em Geração Solar e Eólica pressionou esses números.
A apreciação cambial também pressionou os resultados internacionais: em moeda local os resultados foram melhores, com crescimento de 11,8% na receita do mercado externo ajustada por câmbio e efeitos de consolidação. Porém, diferente do 1T26, o segmento de Equipamentos Eletroeletrônicos e Industriais (EEI) Doméstico teve uma performance bastante positiva — com aceleração tanto na comparação trimestral como anual — e ajuda a explicar em grande parte a receita melhor do que projetávamos.
Sobre as margens, que foram o grande destaque do trimestre, conforme comentamos acima, vale registrar um ponto que nos chamou atenção. A margem bruta caiu 0,4 p.p. na comparação anual, mesmo em um trimestre cujo mix de produtos deveria, a princípio, estar jogando a favor da rentabilidade. O EEI doméstico, como comentamos, teve performance puxada inclusive por ciclo longo, enquanto GTD, que concentra o que resta de geração solar centralizada, perdeu participação relevante na receita. Entendemos que essa combinação sugere que a pressão de custo por trás do número reportado pode ser maior do que a variação líquida de margem deixa transparecer, com o efeito favorável de mix provavelmente mascarando parte de uma deterioração mais forte em matéria-prima e despesas com pessoal.
Continuamos gostando do investimento em WEG. No entanto, a performance dos papéis no pregão de ontem tirou um pouco de nossa margem de segurança. Por isso, vamos esperar o call de resultados para atualizarmos a tese e entendermos melhor o que podemos esperar para os próximos 2T.
No longo prazo, achamos que: (i) a companhia tem exposição direta e/ou indireta a tendências de forte crescimento do consumo de energia nos EUA e em outras geografias; (ii) tem se consolidado no setor de motores industriais e de ciclo longo, que tem margens maiores; e (iii) exposição a eletrificação no mercado brasileiro devem prevalecer e destravar um potencial maior de valorização para suas ações.
| Preço Alvo | 50,00 |
| Preço Atual | 46,49 |
| Upside | 8% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 195 |
| Ações Emitidas (mi) | 4.195 |
| Free Float | 35,00% |
| Semana | +5,49% |
| Mês | +2,74% |
| Ano | -3,65% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00