Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A Vale reportou na noite desta quinta-feira (12) seus resultados referente ao quarto trimestre de 2025.
Os números da companhia vieram acima do projetado pelo consenso. O destaque do resultado foram os números muito fortes do segmento de Metais Básicos, que parece dar sinais claros de que o processo de turnaround tem começado a dar bons resultados.
Os resultados da companhia costumam conter poucas novidades. Isso acontece pois, com os números divulgados no relatório de produção, os investidores realizam ajustes em suas projeções e o reportado vem próximo ao consenso.
Apesar disso, a performance operacional no segmento de Metais Básicos foi bastante superior às projeções. Esta surpresa é positiva na nossa visão, pois o segmento é “esquecido” por investidores. Com a capacidade de crescimento de volume (dobrar produção de cobre até 2035) e melhoras na rentabilidade da operação, enxergamos que o segmento deveria ser olhado com mais atenção e pode ser capaz de impulsionar a Vale a negociar em múltiplos mais altos, pois mineradoras de cobre tem mais “apelo” frente aos investidores atualmente.
A performance negativa no pregão de hoje (13) pode ser entendida como uma ligeira correção depois do forte rally do papel e também como reflexo da correção dos preços do minério de ferro na China.
O custo caixa da companhia ex-compras de terceiros atingiu US$ 21,3 por tonelada e, apesar de ligeiramente acima de nossa projeção, continua em patamares saudáveis. O custo total (frete, distribuição, royalties) atingiu US$ 54,3/t, um aumento em relação ao ano anterior, mas ainda em patamares saudáveis.
Do lado de metais básicos, gostamos do que vimos em ambas operações, com aumento de produção e ganhos operacionais — já se refletindo em maiores volumes e operações mais resilientes. O destaque do beat no EBITDA, no entanto, foram os byproducts das operações (ouro, prata e outros metais que fazem parte do processo de extração) e que contribuíram de maneira bastante positiva para o resultado da Unidade.
A forte geração de Caixa e a redução da Dívida Líquida mostram a companhia com um balanço muito confortável ,capaz de manter uma boa remuneração aos acionistas e realizar os investimentos para expandir sua produção de cobre nos próximos anos.
Durante algum tempo defendemos em nossos relatórios que estávamos confortáveis com a tese de Vale. Isso acontece pois as dúvidas que tínhamos em relação a performance da companhia estavam sendo respondidas com: (i) capacidade de aumento de produção e aumento da qualidade média do minério; e (ii) evolução nas operações de metais básicos.
Além das evoluções operacionais, a companhia conseguiu resolver outras questões institucionais importantes nos últimos trimestres que — somadas ao momento positivo para o preço do minério — serviram de gatilho para reconquistar o apreço dos investidores.
Continuamos confortáveis com a tese em Vale. Esperamos que, durante os próximos trimestres, a companhia continue mostrando evolução na sua produção e acelerando a sua geração de caixa — o que deve dar mais conforto para os investidores e possibilitar a aceleração da remuneração aos acionistas. O próximo desafio agora é entregar o aumento da produção em cobre.
| Preço Alvo | 90,00 |
| Preço Atual | 87,91 |
| Upside | 2% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 399 |
| Ações Emitidas (mi) | 4.268 |
| Free Float | 73,0% |
| Semana | +1,45% |
| Mês | +16,67% |
| Ano | +21,46% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.