Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
📄 Para conferir a análise em formato PDF, clique aqui.
A Vale divulgou na noite de terça-feira (27) seu relatório de produção e vendas referente ao quarto trimestre de 2025.
Os números reportados ficaram ligeiramente acima do consenso de mercado. Os destaques foram o ramp-up das operações de mineração em Capanema e Vargem Grande e a performances operacionais sólidas nas Operações de Metais Básicos.
Após a divulgação do relatório, esperamos uma performance positiva para os papeis da companhia no pregão de hoje (28).
É importante ressaltar que a companhia entregou o guidance de produção para todas as suas operações — minério, pelotas, cobre e níquel. A produção anual de minério e cobre foram as maiores desde 2018 e a de níquel desde 2022.
A produção de minério de ferro ficou em 90,4 milhões de toneladas, um aumento de 2,6% na comparação anual. O aumento da produção teve como destaque Capanema, Brucutu e Vargem Grande.
A produção de pelotas, que teve seu guidance revisado para baixo durante o segundo trimestre, atingiu 8,3 milhões de toneladas — queda de 15%. O resultado foi impactado pela parada de manutenção na usina de pelotização em São Luís e a mudança na política comercial da companhia.
As vendas de minério de ferro, em volumes e preços, ficaram em linha com nossas projeções. O resultado mostra que a nova estratégia comercial da companhia tem se mostrado acertada.
Em metais básicos (cobre e níquel), as operações de cobre continuam com uma boa evolução na produção, com números superiores às nossas estimativas graças às operações no Brasil e a estabilização das operações no Canadá. Em níquel, os números reportados tem apresentado melhoras constantes.
A performance das ações da companhia nos últimos 60 dias foi surpreendente. O movimento pode ser explicado por um aumento da alocação passiva via ETF — que investem em Brasil/Emergentes —, pela manutenção do patamar do minério de ferro acima dos US$ 100 por tonelada e por uma melhora na percepção dos investidores sobre a rentabilidade e confiabilidade das operações da companhia.
Estamos aproveitando o relatório de produção para revisarmos nosso preço-alvo para as ações da companhia. Agora, estamos considerando um preço médio mais alto para cobre e minério de ferro e revisamos o múltiplo que julgamos como justos para a companhia ser negociada. Isso acontece pois entendemos que o mercado passou a ter mais tranquilidade em precificar a operação de metais básicos dentro do negócio — e essas operações operam com múltiplos mais elevados do que de uma operação focada apenas em minério.
Como temos um EBITDA ligeiramente mais elevado e um múltiplo justo de 6X, subimos nosso preço-alvo para as ações da companhia (VALE3) para R$ 90.
Mantemos nossa recomendação de compra em Vale. Estamos confiantes na capacidade de geração de valor através do aumento da produção e da qualidade média do minério. Além disso, entendemos que — mesmo em um cenário mais desafiador para o minério — as medidas adotadas tornaram a companhia mais eficiente. Também temos expectativas que os avanços realizados em ferrosos também sejam alcançados em metais básicos.
| Preço Alvo | 90,0 |
| Preço Atual | 84,9 |
| Upside | 6% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 389 |
| Ações Emitidas (mi) | 4.268 |
| Free Float | 73,0% |
| Semana | +3,96% |
| Mês | +18,47% |
| Ano | +18,47% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.