Monte Bravo Analisa — Relatório de Produção Vale 4T25

28/01/2026 • 2 mins de leitura

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A Vale divulgou na noite de terça-feira (27) seu relatório de produção e vendas referente ao quarto trimestre de 2025.

Os números reportados ficaram ligeiramente acima do consenso  de mercado. Os destaques foram o ramp-up das operações de mineração em Capanema e Vargem Grande e a performances operacionais sólidas nas Operações de Metais Básicos.

Após a divulgação do relatório, esperamos uma performance positiva para os papeis da companhia no pregão de hoje (28).

É importante ressaltar que a companhia entregou o guidance de produção para todas as suas operações — minério, pelotas, cobre e níquel. A produção anual de minério e cobre foram as maiores desde 2018 e a de níquel desde 2022.

A produção de minério de ferro ficou em 90,4 milhões de toneladas, um aumento de 2,6% na comparação anual. O aumento da produção teve como destaque Capanema, Brucutu e Vargem Grande.

A produção de pelotas, que teve seu guidance revisado para baixo durante o segundo trimestre, atingiu 8,3 milhões de toneladas — queda de 15%. O resultado foi impactado pela parada de manutenção na usina de pelotização em São Luís e a mudança na política comercial da companhia.

As vendas de minério de ferro, em volumes e preços, ficaram em linha com nossas projeções. O resultado mostra que a nova estratégia comercial da companhia tem se mostrado acertada.

Em metais básicos (cobre e níquel), as operações de cobre continuam com uma boa evolução na produção, com números superiores às nossas estimativas graças às operações no Brasil e a estabilização das operações no Canadá. Em níquel, os números reportados tem apresentado melhoras constantes.

A performance das ações da companhia nos últimos 60 dias foi surpreendente. O movimento pode ser explicado por um aumento da alocação passiva via ETF — que investem em Brasil/Emergentes —, pela manutenção do patamar do minério de ferro acima dos US$ 100 por tonelada e por uma melhora na percepção dos investidores sobre a rentabilidade e confiabilidade das operações da companhia.

Estamos aproveitando o relatório de produção para revisarmos nosso preço-alvo para as ações da companhia. Agora, estamos considerando um preço médio mais alto para cobre e minério de ferro e revisamos o múltiplo que julgamos como justos para a companhia ser negociada. Isso acontece pois entendemos que o mercado passou a ter mais tranquilidade em precificar a operação de metais básicos dentro do negócio — e essas operações operam com múltiplos mais elevados do que de uma operação focada apenas em minério.

Como temos um EBITDA ligeiramente mais elevado e um múltiplo justo de 6X, subimos nosso preço-alvo para as ações da companhia (VALE3) para R$ 90.

Mantemos nossa recomendação de compra em Vale. Estamos confiantes na capacidade de geração de valor através do aumento da produção e da qualidade média do minério. Além disso, entendemos que — mesmo em um cenário mais desafiador para o minério — as medidas adotadas tornaram a companhia mais eficiente. Também temos expectativas que os avanços realizados em ferrosos também sejam alcançados em metais básicos. 

Vale (VALE3) — Compra

Preço Alvo90,0
Preço Atual84,9
Upside6%
Capitalização de Mercado (R$ bi)389
Ações Emitidas (mi)4.268
Free Float73,0%

Performance

Semana+3,96%
Mês+18,47%
Ano+18,47%

Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.

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