Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A Vale reportou na noite desta terça-feira (28) seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026.
Os números ficaram ligeiramente abaixo de nossas estimativas e do consenso. A surpresa negativa pode ser explicada por uma ligeira deterioração nos custos da operação de Ferro e por impactos negativos dos mecanismos de ajuste de preço na divisão de Metais Básicos.
Esperamos uma reação ligeiramente negativa aos números reportados na sessão de hoje (29).
Depois de consecutivos trimestres de entregas acima do consenso, a companhia entregou números ligeiramente abaixo. No entanto, é importante ressaltarmos que parte da “surpresa” negativa veio de mecanismos de reajuste de preços, que são exógenos à companhia, e que uma parte da piora no custo caixa da operação de ferrosos é resultado de um câmbio mais apreciado. A boa performance nas operações de minério de ferro e a contínua evolução nas operação de Metais Básicos foram mantidas.
O custo caixa da companhia ex-compras de terceiros atingiu US$ 23,6, alta de 11% na comparação anual, impactada pela valorização do câmbio, giro de estoques e custos relacionados à desconsolidação da Aliança Energia. Os impactos não foram maiores graças ao aumento da produção, que possibilitou uma maior diluição de custos fixos. O custo all-in, que leva em consideração fretes, royalties e demais custos, também apresentou uma piora com elevação de 9%, atingindo US$ 57,6 por tonelada.
A companhia deu pistas que, caso o cenário atual de câmbio e preços de óleo forem mantidos, devemos terminar o ano com o Custo Caixa na faixa de cima do guidance ou até ligeiramente acima.
Do lado de Metais Básicos, tivemos novamente um aumento de produção e ganhos operacionais, já se refletindo em maiores volumes e operações mais resilientes. O principal destaque ficou para as receitas geradas pelos subprodutos das operações, principalmente ouro e prata.
O EBITDA ajustado atingiu US$ 3,9 bilhões de reais, um bom crescimento em relação ao 1T25. A operação de Ferrosos apresentou um crescimento tímido de 1%, com o melhor volume e preços sendo contrabalanceados pela piora nos custos, enquanto a operação de Metais Básicos foi o grande destaque, com crescimento de 116%.
Durante algum tempo, defendemos em nossos relatórios que estávamos confortáveis com a tese de Vale. Isso acontece pois as dúvidas que tínhamos em relação à performance da companhia estavam sendo respondidas com: (i) capacidade de aumento de produção e aumento da qualidade média do minério; e (ii) evolução nas operações de Metais Básicos.
Além das evoluções operacionais, a companhia conseguiu resolver outras questões institucionais importantes nos últimos trimestres. Este fator, somado ao momento positivo para o preço do minério, serviu de gatilho para reconquistar o apreço dos investidores.
Continuamos confortáveis com a tese. Durante os próximos trimestres, esperamos que a companhia continue mostrando evolução na sua produção e acelerando a sua geração de Caixa, o que deve dar mais conforto para os investidores e possibilitar a aceleração da remuneração aos acionistas. O próximo desafio, agora, é entregar o aumento da produção em Cobre.
| Preço Alvo | 90,00 |
| Preço Atual | 84,39 |
| Upside | 7% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 375 |
| Ações Emitidas (mi) | 4.268 |
| Free Float | 73,0% |
| Semana | -4,05% |
| Mês | +6,15% |
| Ano | +16,59% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.