Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
A Usiminas reportou na manhã de quinta-feira (30) seus números do 2º trimestre de 2026.
O resultado, apesar de forte, ficou em linha com nossas estimativas e as do mercado e com um viés mais negativo para os próximos trimestres.
A boa performance das ações no ano — o mercado parece acreditar que o 2T26 foi o topo de rentabilidade da operação da companhia em 2026 — ajuda a explicar a performance negativa das ações no pregão de hoje.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 6,13 bilhões, alta de 4% em relação ao 1T26 e queda de 7% na comparação anual. O crescimento desta linha é um reflexo da retração nos volumes de vendas de aço, parcialmente compensada pelo forte avanço nos volumes de minério de ferro.
A companhia manteve a trajetória de melhora em suas margens, ainda que os custos tenham se comportado de forma distinta entre as unidades. O CPV/t da siderurgia teve alta de 1,6%, mas o CPV total da unidade permaneceu praticamente estável, já que o efeito de custo foi compensado pela queda de 1,7% no volume vendido. Por outro lado, houve redução de 2,6% no CPV/t no braço de mineração, mas o CPV avançou 23,6%, puxado pelo salto de 26,9% no volume vendido. O CPV consolidado teve alta de 3,1%.
O EBITDA Ajustado Consolidado alcançou R$ 761 milhões no período, crescimento de 17% sobre o 1T26. A margem EBITDA Ajustada avançou de 11,1% no 1T26 para 12,4% no 2T26, superando com folga o patamar registrado no mesmo período do ano anterior (6,2% no 2T25).
Na unidade de siderurgia, um dos fatores mais relevantes do período foi novamente a mudança no mix de vendas no mercado interno. O segmento automotivo, historicamente o de maior valor agregado na carteira da Usiminas, avançou de 33,0% para 37,7% (+4,7 p.p.) das vendas internas em volume. Essa mudança de mix, combinada com melhores preços realizados (+5% na Receita Líquida/ton), foi o principal motor da expansão das margens, com o EBITDA Ajustado da siderurgia crescendo 26% no trimestre. Em contrapartida, os segmentos de Grande Rede e Indústria reduziram suas participações em 1,8 e 3,0 p.p., respectivamente.
Em mineração, o volume de vendas de minério de ferro avançou 27% vs. 1T26 e a produção cresceu 14,7%, uma recuperação após os efeitos das chuvas que haviam impactado o trimestre anterior. Apesar disso, o EBITDA Ajustado da unidade recuou 36%, pressionado pela alta de 35% no frete marítimo internacional de referência Brasil-China.
A melhora operacional que esperávamos para a Usiminas se concretizou, com evolução em preços e ganhos de eficiência. Apesar disso, acreditamos que os próximos trimestres serão mais desafiadores, já que temos percebido uma demanda mais contida — o que dificulta o repasse de preços — e custo que devem continuar sendo pressionados por aumento em matérias-primas relevantes.
Esse cenário nos faz manter uma visão mais cautelosa para as ações da Usiminas (USIM5) para os próximos trimestres. Nossa visão se justifica por alguns fatores: (i) demanda apresentando sinais de estabilização; (ii) pressão em matérias-primas que irão pressionar as margens (carvão, placas, frete); e (iii) valuation bastante demandante.
| Preço Alvo | 8,50 |
| Preço Atual | 7,83 |
| Upside | 9% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 9,14 |
| Ações Emitidas (mi) | 1.231 |
| Free Float | 65,0% |
| Semana | -7,01% |
| Mês | -7,34% |
| Ano | +30,94% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00