Monte Bravo Analisa — Resultado PRIO 2T26

05/08/2026 • 2 mins de leitura

A PRIO divulgou na noite desta terça-feira (04) seus resultados referentes ao 2º trimestre de 2026.

Como é comum das empresas de Óleo & Gás, a companhia já havia divulgado seus dados de produção para o período. Esses dados são divulgados mensalmente, o que muitas vezes torna os resultados menos relevantes.

Durante o trimestre a companhia concluiu o desenvolvimento de Wahoo, conectando o quarto e último poço do campo em junho e atingindo o patamar de 40 mil barris por dia projetado desde o início do projeto.

A companhia também divulgou seus números operacionais para julho, com a produção atingindo 196,3 kboed — aumento de 10% na comparação contra o mês de junho e 14% de alta na comparação com a média trimestral.

Com Wahoo maduro e Frade voltando ao normal após algumas falhas em maio, a produção da companhia atingiu recorde histórico de 172 kbpd (+11% t/t; +72% a/a). Peregrino e Albacora Leste tiveram trimestres mais fracos na comparação sequencial, graças a pequenos problemas pontuais que não são estruturais e já foram resolvidos.

Com a maior produção, o custo de extração da companhia recuou para US$ 8,9 por barril (-5% t/t; -36% a/a), puxada pela diluição de custos fixos em Wahoo e Peregrino. Ainda vemos espaço para quedas adicionais, com o recomissionamento do duto de importação de gás em Peregrino, que deve substituir a geração a diesel do campo.

A companhia também reverteu o movimento de piora no desconto comercial que observamos no trimestre passado, quando o maior peso do óleo de Peregrino nas vendas vinha pressionando essa métrica.

A receita cresceu com força, tanto na comparação trimestral quanto na anual, favorecida por um Brent mais alto e maior volume vendido. No entanto, o imposto de exportação de petróleo — vigente desde o dia 12 de março — atuou pela primeira vez em regime pleno no trimestre e consumiu mais de US$ 100 milhões, contra praticamente nada no 1T26. Some a isso o salto nos royalties, com o reconhecimento de participação especial em Peregrino, e o EBITDA ajustado praticamente andou de lado na comparação trimestral (+3%), mesmo com a receita crescendo perto de 20%

No balanço, a notícia foi positiva: a dívida líquida caiu US$ 326 mi no trimestre e a alavancagem voltou para 1,5x Dívida Líquida/EBITDA, ante 2,0x no 1T26, mesmo com a companhia usando parte relevante do caixa para recomprar 9,3 milhões de ações. A companhia também aproveitou o trimestre para melhorar o perfil da dívida, quitando o bond de 2021 e rolando parte das bilaterais com vencimento em 2027.

Sobre a política de remuneração aos acionistas, que já vínhamos comentando como possível gatilho desde o 4T25, a companhia ainda não trouxe uma definição no release. Esperamos que o tema volte à mesa nos próximos trimestres, com a alavancagem convergindo e o pico de capex de Wahoo para trás.

Continuamos confiantes com a tese em PRIO, pois: (i) Wahoo já opera no patamar máximo projetado; (ii) Frade e Albacora Leste devem voltar a crescer, com novos poços previstos para o 3T26 e o 4T26; (iii) a consolidação de Peregrino segue entregando ganhos de eficiência, mesmo com o reconhecimento pontual de participação especial pressionando o trimestre; e (iv) a trajetória de desalavancagem abre espaço para uma política de remuneração aos acionistas mais robusta à frente.

PRIO (PRIO3) — Compra

Preço Alvo75,00
Preço Atual58,45
Upside28%
Capitalização de Mercado (R$ bi)51
Ações Emitidas (mi)795
Free Float68,00%

Performance

Semana+0,95%
Mês+9,11%
Ano+39,97%

Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.

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