Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
📄 Para conferir a análise em formato PDF, clique aqui.
A Petrobras divulgou na noite de ontem (06) seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025.
Os números reportados foram superiores às nossas expectativas e ao consenso de mercado, refletindo uma boa performance operacional. Os melhores números operacionais contrabalancearam a geração de caixa, que foi novamente pressionada por um capex ligeiramente mais elevado.
Os fatores mencionados acima possibilitaram uma distribuição de dividendos em linha com nossas projeções. Considerando a dinâmica do papel nas últimas divulgações, isso deve se traduzir em uma performance ligeiramente positiva para as ações da Petrobras no pregão desta sexta-feira (07).
A companhia anunciou a remuneração trimestral aos seus acionistas, com o pagamento de R$ 12,16 bilhões em dividendos, ou R$ 0,94 por ação, resultando em um dividend yield de 3,03%.
Os melhores resultados operacionais foram consequência de números fortes no segmento de E&P e Refino e possibilitaram o pagamento dos dividendos adicionais que estimávamos. O aumento de 20% t/t no Capex, porém, levar investidores a questionar se os números continuarão nesse patamar.
Nós entendemos que a companhia escolheu por manter o pagamento dos dividendos intercalares mesmo com a aceleração do Capex e aumento das despesas com leasing. No entanto, como não existe almoço grátis, isso tem custado um aumento em sua dívida — que sim, continua em patamares confortáveis, mas pode levantar questionamentos.
A verdade é que todos os olhos estarão voltados para o call de resultados, com investidores buscando entender os motivos que levaram a esse aumento nos investimentos. Ainda mais importante, todavia, será acompanhar a divulgação do Plano de Investimentos, que ocorre no final do mês e deve trazer com maiores detalhes os investimentos planejados para os próximos cinco anos. Na nossa visão, dado o cenário mais desafiador para óleo nos próximos dois anos, o relatório deveria trazer uma redução nos investimentos projetados.
Sobre os resultados: com os dados de produção e vendas já divulgados, as métricas de receita e EBITDA trouxeram poucas novidades. Os números de E&P foram o destaque, com melhor execução em preços e maiores volumes do que projetávamos — diferente do último trimestre, no qual a Petrobras executou algumas paradas de manutenção. Para mais detalhes, leia nossa análise completa sobre o relatório: Monte Bravo Analisa — Produção e Vendas Petrobras 3T25
Sobre os investimentos: a companhia voltou a acelerar a execução, ainda concentrada principalmente no segmento de E&P. Com o nível atual de execução (US$ 4,9 bilhões), devemos terminar o ano com a companhia entregando o investimento projetado novamente.
Continuamos construtivos com a tese da companhia. A execução continua sendo bem feita, mas temos dúvidas em como o mercado irá reagir a estratégia de “Capex Elevado + Dividendos Intercalares = Dívida mais alta” em um momento que temos dúvidas sobre o patamar de equilibro para óleo e dúvidas sobre os próximos passos e investimentos da companhia.
| Preço Alvo | 38,50 |
| Preço Atual | 31,01 |
| Upside | 24% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 412 |
| Ações Emitidas (mi) | 6.444 |
| Free Float | 63,3% |
| Semana | +3,37% |
| Mês | +0,58% |
| Ano | -15,66% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.