Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
A Klabin divulgou na manhã nesta quarta-feira (06) seus resultados referentes ao 1º trimestre de 2026.
Os números ficaram abaixo das expectativas do mercado. A boa performance de volume e vendas não foi suficiente para contrabalancear a piora nos COGS, que acabou resultando em EBITDA e margens piores que o esperado pelo consenso.
Assim como a Suzano, a Klabin tem enfrentado um momento desafiador. Apesar de ter margens menos voláteis graças à maior verticalização dentro de seus negócios, uma parte relevante de seu resultado vem de celulose de mercado, até mesmo o seu negócio de Papel e Embalagens também sofre graças ao câmbio mais apreciado.
A companhia tem aplicado reajustes de preços tanto em celulose de mercado como em Papeis e Embalagens. No entanto, não enxergamos ganhos de margem, com os aumentos praticados funcionando apenas para diminuir os impactos provocados pelos aumentos de matéria-prima e demais.
A Produção da companhia apresentou crescimento em Celulose, com alta de 12% na comparação anual. Em Papeis e Embalagens, a produção sofreu retração graças à parada para manutenção em Monte Alegre
Os preços, tanto em celulose quanto em Papeis e Embalagens, ficaram em linha com as projeções, com uma ligeira queda. No entanto, como os volumes em ambas unidades foram saudáveis e apresentaram uma forte elevação na comparação anual, tivemos alguma surpresa na Receita Líquida — que foi de R$ 4,9 bilhões, um pouco acima das nossas estimativas.
A pior performance em custos — impactada pela paralização em Monte Alegre e aumento no custo de madeiras — jogou o EBITDA para baixo do consenso de mercado e explica a reação negativa aos números reportados no pregão de hoje (08).
Outro ponto que parece ter decepcionado o mercado foi a geração de Caixa, que foi pressionado por resultados operacionais piores, capital de giro negativo e aumento do Capex. Isso que levou a alavancagem a ficar estável na comparação trimestral, em 3,3x Dívida Líquida/EBITDA
Uma das principais teses das empresas de celulose é que, após o pesado ciclo de investimentos, as companhias iriam conseguir acelerar a geração de Caixa e iniciar um processo de desalavancagem acelerado. O que temos visto até agora, no entanto, é que esse processo tem sido devagar e pressionado por pressões de custo e um cenário desafiador para preços.
| Consenso Bloomberg | 23,37 |
| Preço Atual | 17,21 |
| Upside | 36% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 21,6 |
| Ações Emitidas (mi) | 1.213 |
| Free Float | 60,00% |
| Semana | -1,99% |
| Mês | -8,31% |
| Ano | -9,85% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.