Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
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A Equatorial e a Sabesp reportaram seus resultados do terceiro trimestre de 2025 durante a semana.
Ambas companhias divulgaram números em linha com as projeções. Os principais destaques foram o segmento de distribuição da Equatorial e a evolução nos investimentos e no ganho de eficiência na Sabesp pós-privatização.
Na Sabesp, durante o trimestre tivemos a aquisição de participação de 70,1% na EMAE. Apesar de pequena, consideramos a aquisição, já que a companhia passa a ter controle do Sistema Guarapiranga e Billings — o que aumenta a disponibilidade e flexibilidade de água. Além disso, a companhia adiciona previsibilidade de geração de caixa graças aos contratos de longa prazo que a companhia têm firmados para geração de energia.
A Equatorial anunciou que, durante o inicio do 4T25, fechou a transação anunciada no começo do ano para a venda de sua operação de Transmissão de Energia. A transação deve injetar aproximadamente R$ 5,5 bi e “retira” R$ 3,3 bi de Dívida Líquida do balanço. A transação foi realizada em um múltiplo bem interessante e trouxe um MOIC — multiple on invested capital, ou seja quantas vezes o dinheiro se multiplicou — de 8x com uma Taxa Interna de Retorno de 43%.
Na Sabesp, como comentamos acima, o destaque veio da performance operacional, já que os números do lado das receitas ficaram ligeiramente abaixo do esperado. No lado operacional, a companhia apresentou um excelente desempenho nas despesas, com ajuda do programa de demissões voluntárias, despesas gerais e materiais. As atenções do mercado estão para a revisão tarifária que deve acontecer em dezembro de 2025.
Na Equatorial, a distribuição apresentou números melhores de volumes e de perdas de energia, o que ajudou nas margens brutas da operação. A parte de despesas controláveis da companhia mantém um crescimento bastante controlado e abaixo da inflação no período. Com melhores margens brutas e manutenção da eficiência nas despesas, tivemos uma ligeira surpresa positiva no resultado.
Sobre as concessões: tivemos melhora em indicadores de qualidade operacional em quase todas as concessões. Hoje, temos hoje 6 das 7 distribuidoras operando dentro dos limites regulatórios.
O braço de geração continua apresentando resultados bem fracos, impactados pelo curtailment — redução de energia — em solar e ventos mais fracos em eólica. Os resultados da Echoenergia continuam sendo bem decepcionantes.
Estamos aproveitando os bons números reportados pelas companhias para atualizarmos nossos preços-alvos para R$ 145 em Sabesp e R$ 43,50 em Equatorial.
Continuamos construtivos com as teses de Equatorial e Sabesp, pois enxergamos as companhia negociando com níveis de retornos projetados interessantes. Isso acontece graças a alguns fatores: (i) maturação de investimentos realizados nos últimos anos; (ii) grandes investimentos realizados na rede própria em taxas que julgamos interessantes; e (iii) renovação de suas concessões graças ao bom desempenho técnico de suas operações.
| Preço Alvo | 43,50 |
| Preço Atual | 39,00 |
| Upside | 12% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 49 |
| Ações Emitidas (mi) | 1.249 |
| Free Float | 45,9% |
| Semana | +3,80% |
| Mês | +10,29% |
| Ano | +46,07% |
| Preço Alvo | 145,00 |
| Preço Atual | 141,9 |
| Upside | 2% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 97 |
| Ações Emitidas (mi) | 683 |
| Free Float | 67,00% |
| Semana | +4,27% |
| Mês | +14,77% |
| Ano | +60,26% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.