Análise de Empresas
17/07/2024 • < 1 minuto de leitura
Análise de Empresas — Relatório de Produção Vale 2T24
A Vale divulgou na noite de terça-feira (16) sua prévia…
A Caixa Seguridade divulgou nesta segunda-feira (10) pela noite seus resultados do 2º trimestre de 2026.
O lucro líquido gerencial somou R$ 1.140 bilhão, alta de 9,5% na comparação anual e praticamente estável frente ao 1T26 (-0,2%). A leitura isolada do lucro esconde uma composição mista: o resultado operacional caiu na comparação trimestral, enquanto o resultado financeiro cresceu 10% no mesmo período e já responde por 35,2% do lucro líquido do grupo, na visão agrupada de todas as participações. Foi essa linha que sustentou o resultado no trimestre, não a operação.
Em conjunto com o resultado, a companhia aprovou a distribuição de R$ 1,05 bi em dividendos intercalares. O valor por ação é de R$ 0,35 (1,85% de DY), com pagamento previsto para 17 de setembro de 2026. A data base é a posição acionária ao fechamento do pregão de 3 de novembro e os papéis passam a ser negociados ex-dividendos a partir de 7 de novembro.
A XS3 (Caixa Residencial, ramos Habitacional e Residencial) segue sendo o motor mais consistente do grupo: contribuição de lucro de R$ 175,2 milhões (+30,5% a/a), com o seguro acoplado ao Habitacional já respondendo por 18,2% das emissões do ramo Residencial no trimestre (vs. 12,7% no 1T26). O cross-sell, que tínhamos como tese qualitativa há alguns meses, agora tem uma trajetória numérica clara de aceleração.
A Holding XS1 (Vida, Prestamista e Previdência) cresceu 7,6% a/a, mas o número agregado esconde uma dinâmica de duas velocidades que já havíamos mapeado: vida e previdência seguem crescendo, com contribuições de previdência subindo 17,7% no trimestre e captação líquida positiva de R$ 1,4 bilhão, enquanto o prestamista segue pressionado pelo patamar de juros e pela suspensão do consignado INSS. A novidade é a iniciativa Proteção Desemprego atrelada ao Consignado CLT, lançada em março, que já contribuiu para uma recuperação sequencial de 19,3% no prestamista — ainda insuficiente para reverter a queda anual, mas é o primeiro trimestre com um número concreto de recuperação, e não apenas uma promessa da administração.
As demais verticais tiveram um trimestre mais fraco do que o padrão histórico sugeria: XS5 (Consórcio) caiu 4,0% na comparação anual, XS6 (Assistência) caiu 16,8%, e PAN Corretora caiu 13,2%. Nenhuma dessas quedas nos parece estrutural, a própria companhia atribui a efeitos pontuais de despesas administrativas e tributárias em consórcio e ao menor volume do canal B2B em assistência, mas registramos que nosso modelo assumia continuidade do ritmo forte de crescimento nessas linhas menores — o que não foi confirmado no trimestre.
A sinistralidade consolidada de Seguros subiu de 22,5% no 1T26 para 24,2% no 2T26 (+1,7 ponto percentual), com a própria companhia atribuindo o movimento principalmente a dois ramos: (ii) Prestamista, cuja sinistralidade saltou de 15,3% para 22,1% no trimestre (+6,9 p.p.), por efeito de um menor provisionamento de IBNR no 1T26 que foi corrigido no 2T26; e (ii) Residencial, que subiu de 12,5% para 15,2% (+2,6 p.p.) por maior volume de despesas com serviços de assistência.
Nossa leitura é que o salto em Prestamista é o item que mais merece acompanhamento daqui em diante, não pela direção, a companhia já vinha sinalizando fraqueza comercial nesse ramo, mas pela magnitude da revisão dentro de um único trimestre. Esta revisão introduz um elemento de incerteza sobre se o patamar de 22,1% é o novo normal ou se a base de provisionamento ainda está em ajuste.
Reforçamos nossa avaliação Neutra para a tese. Seguimos vendo um negócio de qualidade, com ROTE elevado e payout generoso e entendemos que o motor habitacional e o avanço mensurável do cross-sell seguem sendo os pontos mais sólidos da tese hoje. São estes fatores que devem determinar se a companhia consegue sustentar o ritmo de crescimento mesmo com a normalização gradual do resultado financeiro.
| Preço Alvo | 20,34 |
| Preço Atual | 18,93 |
| Upside | 7% |
| Capitalização de Mercado (R$ bi) | 58 |
| Ações Emitidas (mi) | 3.000 |
| Free Float | 20,00% |
| Semana | -2,97% |
| Mês | -13,50% |
| Ano | +14,45% |
Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.