Monte Bravo Analisa — Produção e vendas Vale 2T26

22/07/2026 • 2 mins de leitura

A Vale divulgou na noite de terça-feira (21) seu relatório de produção e vendas do 1º trimestre de 2026.

Os números reportados foram ligeiramente superiores ao esperado pelo consenso de mercado. Os destaques foram o recorde de produção em S11D e o ramp-up das operações de mineração em Capanema e Vargem Grande em Minério e a performance operacional sólidas nas Operações de Metais Básicos.

Para hoje (22), esperamos uma reação ligeiramente positiva aos números divulgados.

A produção de minério de ferro ficou em 84,2 milhões de toneladas, um aumento de 0,8% na comparação anual. O aumento da produção teve como destaque o Capanema, Vargem Grande e S11D. A produção de Pelotas atingiu 7,3 milhões de toneladas — queda de 7% a/a, com a queda da produção em Omã sendo parcialmente compensada com o aumento da produção em Tubarão.

As vendas de minério de ferro, volumes e preços, foram ligeiramente acima do projetávamos. Este crescimento reforça que a estratégia comercial que a companhia adotou em meados de 2025 tem sido acertado, com a criação de novos blends de minério dando flexibilidade para ofertar produtos conforme a demanda de seus clientes, o que tem possibilitado que a companhia volte a ter prêmios de venda positivos em relação aos benchmarks.

Em metais básicos (cobre e níquel), as operações de Cobre entregaram crescimento de 10,3% a/a com destaque para as operações no Brasil, que foram mais do que suficientes para contrabalancear a queda nas operações no Canada, que sofreram com o clima e uma manutenção programada. Em níquel, a produção apresentou alta de 4,2% a/a, com avanços no Brasil mais do que pensando a queda de produção no Canadá, que foi resultado de uma parada programada de manutenção.

Mantemos nossa recomendação de compra para as ações da companhia, pois continuamos bastante confortáveis com o que vem sendo entregue na parte operacional em todos os segmentos. Além disso, temos nos tornado mais positivos em nossa visão de preços de longo prazo do minério, que devem se manter próximos ao patamar à vista de hoje, em torno de US$ 100 por tonelada, uma vez que a capacidade adicionada pelas operações que estão entrando em produção deve ser suficiente apenas para estabilizar a oferta sem gerar excedente relevante.

Some-se a isso o ponto de crescimento na produção de cobre: a companhia pode entregar o dobro da produção atual em um metal no qual enxergamos claras limitações de oferta, com a demanda ainda em expansão. É relevante ter em mente que a companhia negocia hoje entre 4,5x e 4,9x EV/EBITDA, múltiplo que a precifica como uma produtora de minério — segmento para o qual, como comentado, temos visão positiva de preços no médio e longo prazo e que já deveria embutir algum upside. Se considerarmos que o aumento da produção de cobre deve levar a uma reprecificação de múltiplo, pois mineradoras de cobre historicamente operam com múltiplos mais elevados, vemos os níveis de preço atuais como um bom ponto de entrada.

Vale (VALE3) — Compra

Preço Alvo90,0
Preço Atual72,37
Upside24%
Capitalização de Mercado (R$ bi)321
Ações Emitidas (mi)4.268
Free Float73,0%

Performance

Semana-2,19%
Mês-10,55%
Ano00,00%

Análise por Bruno Benassi, CNPI 9236, Analista de Ativos da Monte Bravo Corretora, CNPJ 50.489.148/0001-00.

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