Corte da Selic deve avançar mesmo com incerteza global

19/03/2026 • < 1 min de leitura

O corte da Selic seguiu no radar do Banco Central mesmo em meio à incerteza global que marcou a Superquarta, com o mercado dividido sobre o ritmo da redução dos juros no Brasil. Em entrevista concedida na manhã de ontem (18), antes da divulgação das decisões, o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, comentou as expectativas para o Copom e afirmou que houve uma mudança relevante no cenário desde a última reunião, sobretudo com o avanço das tensões geopolíticas e seus impactos inflacionários, especialmente por meio da alta dos preços do petróleo.

Segundo Costa, apesar do novo ambiente externo, os fundamentos domésticos seguem apontando para a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário. Ele ressaltou que a economia brasileira já apresenta sinais de moderação, com juros reais elevados e um processo de desinflação em curso. Nesse cenário, a decisão do Banco Central se tornou mais delicada, configurando um “close call” entre manter o ritmo de corte de 0,50 ponto percentual ou optar por uma redução menor, diante da incerteza gerada pelo choque de oferta global.

Para o economista, não realizar um corte neste momento poderia representar um erro mais custoso, especialmente se o choque externo se mostrar temporário. Costa avalia que a política monetária já está em nível bastante restritivo e que há espaço para ajustes sem comprometer o controle da inflação.

Confira a entrevista na íntegra na CNN Money.

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