IPCA-15 abaixo do esperado dá fôlego extra ao Ibovespa, que bate os 183 mil pontos
27/01/2026 • 11mins de leitura
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A alta menor que a esperada do IPCA-15 em janeiro, mesmo com aceleração da inflação de serviços, serviu de pretexto para renovar o otimismo no mercado brasileiro. O Ibovespa atingiu nova máxima histórica (183.041 pontos) depois de uma breve pausa ontem, e os juros futuros recuaram na primeira etapa do pregão. Os investidores ainda esperam estabilidade da Selic amanhã e corte de 0,25 ponto porcentual na taxa em março, mas aumentaram as apostas de que este primeiro corte seja mais intenso, de 0,50 ponto porcentual. A desaceleração inflacionária, aliada ao enfraquecimento global do dólar, favorece o real e a entrada de fluxo estrangeiro. O dólar à vista recuava para a faixa de R$ 5,22. No exterior, as incertezas sobre um impasse orçamentário nos Estados Unidos e tensões geopolíticas provocadas pelo presidente do país, Donald Trump, seguem no pano de fundo, assim como a proximidade da decisão de política monetária do Federal Reserve. Os índices acionários em Nova York, porém, operavam sem direção única, enquanto os europeus avançavam, em sua maioria.
BOLSA
A primeira parte da sessão do Ibovespa é de bom humor generalizado. Com otimismo renovado principalmente de investidores estrangeiros, o principal indicador avança acima de 2% e toca o nível inédito dos 183 mil pontos, após ter iniciado o pregão em 178.852,46 pontos, em alta de 0,07%.
O principal pretexto desta terça-feira para as sucessivas máximas recordes do Índice Bovespa é o resultado menor do que o esperado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA -15). O entendimento é de que o ciclo de quedas da taxa Selic se aproxima, diante da desinflação em andamento. Com o ânimo revigorado, o giro financeiro na B3 promete ficar acima da média diária em torno de R$ 20 mil, indo a R$ 35 bilhões. De 85 papéis, Totvs (-1,63%), Eneva (-1,18%) e Marfrig (-0,41%) caíam às 12h18. “Hoje é bull market total”, afirma Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital.
A desaceleração do IPCA-15 de janeiro, juntamente com a fraqueza do dólar americano, empurra os juros futuros para baixo e eleva a expectativa de que o Copom comece a cortar a Selic em breve. Para a decisão de amanhã, contudo, espera-se manutenção da taxa em 15,00% ao ano, com alguns especialistas tecendo expectativas de que o comunicado do colegiado sinalize quando o processo de afrouxamento se iniciará.
“O resultado menor do que o esperado do IPCA-15 é muito positivo”, afirma o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus. “Significa que a inflação está desacelerando, está no teto da meta, isso anima muito o mercado em relação a cortes da Selic, não para amanhã, mas talvez na próxima reunião”, completa Laatus.
Ainda estimula o apetite por risco, as permanentes incertezas nos Estados Unidos provocadas pelo presidente Donald Trump. Em Nova York, as bolsas operam com sinais destoantes, em meio a balanços e a crescentes preocupações de que o governo Trump possa enfrentar mais uma paralisação a partir do próximo dia 31.
Divulgado pela manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 reduziu o ritmo de alta de 0,25% em dezembro para 0,20% em janeiro, ante mediana de 0,23%. Em 12 meses, acumula variação positiva de 4,50% (mediana em 4,52%), exatamente no teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Para a economista Luciana Rabelo, do Itaú Unibanco, o IPCA-15 de janeiro trouxe uma leitura qualitativa melhor do que a prevista, puxada principalmente por seguro de automóvel, que voltou a registrar variação negativa.
Apesar disso, Rabelo pondera em nota que os itens mais sensíveis à mão de obra no IPCA-15 de janeiro seguiram acelerando, refletindo a resiliência do mercado de trabalho. Neste cenário, o Itaú mantém sua projeção de alta de 4% para o IPCA fechado em 2026.
Segundo Pedro Cutolo, estrategista da One Wealth Management, o mercado se alegra com o resultado do IPCA-15 ligeiramente melhor. “Tem mais um sinal de alívio, mas não acho que haverá corte da Selic na decisão de amanhã”, diz.
Também conforme Bruno Takeo, o IPCA-15 é mais um indicador reforçando o quadro de desinflação no Brasil, assim como alguns dados de atividade. “O mercado de trabalho é que tem mantido resistência”, afirma.
Conforme o estrategista da Potenza Capital, diante de incertezas geopolíticas e nos EUA, o processo de rotação de ativos prossegue, com investidores estrangeiros renovando o interesse pela B3. Desta forma, ainda não acredita que investidores do mercado doméstico estão deixando de ficar menos pessimistas.
“Quando falamos com algumas gestoras, ainda percebemos certo receio, diante de uma eleição que deve ser binária”, diz. “É cedo para falar em presença do investidor doméstico”, acrescenta Takeo.
Cutolo, da One, diz ainda manter previsão de início das quedas do juro básico pelo Copom em abril. “Ainda há bastante incerteza no cenário”, afirma, ao justificar a razão pela qual não vê o Banco Central cortando a Selic antes do quarto mês de 2026.
Ao esperar Selic inalterada em 15% na decisão desta quarta-feira, o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, diz que a ausência de sinalização quanto à possibilidade de corte, aliada à consolidação das expectativas em torno da manutenção da taxa neste nível, reforça o cenário de que o Copom não deverá contrariar o consenso. Também nos EUA, o Federal Reserve (Fed) deve manter os juros no nível atual de 3,50% e 3,75% ao ano.
Às 12h24, o Ibovespa subia 2,42%, na máxima em 183.041,08 pontos, acumulando ganhos de quase 14% nesta reta final do mês, superior aos 4,86% de janeiro de 2025. O dólar à vista caía mais de 1%, na mínima a R$ 5,2206.
Apesar do recuo de 0,51% do minério de ferro, Vale subia 2,65%. Hoje a mineradora divulga, após o fechamento do mercado, seu relatório de Produção e Vendas referente ao quarto trimestre de 2025.
CSN liderava o grupo das maiores altas, com 6,33%, seguida por Yduqs (5,94%), Assaí (5,35%) e Smart Fit (4,89%).
Petrobras subia entre 2,57% (PN) e 3,36% (ON). Entre os grandes bancos, Bradesco avançava de 3,40% (PN) a 3,16% (ON); Itaú Unibanco tinha elevação de 3,56%; Unit de Santander tinha alta de 3,12% e BB, de 2,30%.
JUROS
O IPCA-15 de janeiro abaixo do esperado e o dólar em queda firme ante o real conduzem o fechamento da curva de juros nesta terça-feira. Há pouco, as taxas renovavam mínimas, seguindo a moeda americana, que caía mais de 1%, a R$ 5,22. O dado de inflação não altera as apostas de manutenção da Selic em 15% no Copom de amanhã, mas eleva a chance de um corte de 50 pontos-base em março, ainda que a probabilidade de uma redução de 25 pontos siga majoritária.
O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, após ter avançado 0,25% em dezembro, abaixo da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,23%, com intervalo entre 0,15% e 0,42%.
“Apesar da aceleração nas medidas de núcleo, minha impressão é de que a inflação está relativamente bem comportada. Chamou a atenção a desaceleração na inflação de serviços, que oscilou de 0,69% para 0,16% nas nossas estimativas. A dinâmica da inflação nos últimos meses tem refletido a desaceleração do consumo, o que é positivo no sentido de permitir um ajuste para baixo na taxa de juros”, afirma o economista Hélcio Takeda, da Pezco.
Na avaliação do economista, a dinâmica recente dos preços reflete a perda de fôlego da atividade. “A inflação nos últimos meses tem refletido a desaceleração do consumo, o que é positivo no sentido de permitir um ajuste para baixo na taxa de juros”, afirmou. Ele pondera, no entanto, que novos estímulos podem alterar esse quadro ao longo do ano.
Takeda cita como ponto de atenção a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. “A isenção começa a ser sentida na economia a partir de fevereiro e o impacto sobre os preços deve ocorrer mais à frente”, disse. Além disso, ele observa sinais de estabilização da atividade. “Há indicação de que a economia pode ter parado de desacelerar já no quarto trimestre.”
Diante desse cenário, o economista avalia que o Banco Central tende a manter postura prudente na condução da política monetária. “A eventual postergação do início do ciclo de queda da Selic parece ser a mais adequada, dada a cautela adotada pelo BC até o momento”, afirmou. Para ele, essa estratégia foi decisiva para a ancoragem das expectativas. “Penso que isso foi fundamental para que as expectativas de inflação retornassem ao intervalo da meta.”
A curva de juro a termo precificava no final da manhã 78% de chance de manutenção da Selic em janeiro (de 84% ontem) e 22% de possibilidade de um corte de 25 pontos-base (de 16% ontem), nos cálculos do estrategista-chefe da EPS Investimentos, Luciano Rostagno. A Selic no fim de 2026 estava em 12,13%, de 12,21% ontem.
Para março, Rostagno afirmou que a precificação já embute cerca de 31 pontos-base de flexibilização. “Isso dá algo como 76% de chance de corte de 25 p.b e 24% de chance de corte de 50. A chance do 50 aumentou, embora o cenário de 25 pontos siga amplamente majoritário”, disse.
Na comunicação do Copom amanhã, porém, ele vê espaço para ajustes. “O Banco Central pode aumentar o grau de liberdade da política monetária, deixando a porta aberta para eventualmente começar a cortar juros em março”, afirmou. Segundo Rostagno, isso pode ocorrer por meio de mudanças na sinalização. Pode tirar o ‘bastante prolongado’ do comunicado. Essa expressão tem funcionado como indicação de que o BC não pretende mexer nos juros na reunião seguinte.
Para abril, a leitura é de intensificação do movimento. “O que a curva sugere é uma aposta maior em um corte de 50 pontos nessa reunião”, afirma Rostagno. A curva mostrava no final da manhã, 72% de possibilidade de uma redução de 50 pontos-base em abril e 28% para -25 p.b.
Às 12h12, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caía para mínima de 13,600%, de 13,679% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 caía para 12,915%, de 12,987%, e o para janeiro de 2031 recuava para 13,235%, de 13,305% no ajuste de ontem.
CÂMBIO
O dólar recua globalmente nesta terça-feira e impulsiona a valorização do real e de outras moedas emergentes, em um movimento sustentado pela queda do índice DXY ao menor nível desde setembro. Investidores buscam por diversificação de ativos diante de riscos políticos que podem provocar um novo shutdown nos Estados Unidos, e por incertezas geopolíticas e comerciais. O ambiente externo mais favorável aos ativos de risco, somado à expectativa pelas decisões de juros do Federal Reserve e do Copom, amanhã, reforça o apetite por moedas emergentes, enquanto o diferencial de juros local e a entrada de fluxo estrangeiro para renda fixa e bolsa dão suporte também à taxa de câmbio brasileira. A mínima do período ficou em R$ 5,2201 (-1,13%) – menor valor intradia desde 3 de junho de 2024 (a R$ 5,2142).
A economista-chefe da BuysideBrazil, Andrea Damico, atribui a valorização do real à continuidade da queda do DXY, influenciada pelas tensões geopolítica e tarifárias associadas a Donald Trump e pelas incertezas sobre a sucessão de Jerome Powell no Fed, o que estimula a diversificação de ativos e favorece moedas emergentes, como o real.
A imprevisibilidade de Trump tem pesado contra o dólar, além do risco crescente de shutdown nos EUA, devido a um impasse fiscal no Congresso relacionado à aprovação do orçamento, por divergências sobre segurança interna e a atuação do ICE após conflitos e mortes em Minneapolis.
Trump faz pronunciamento hoje à tarde. Ontem à noite, o republicano anunciou aumento de tarifa de 15% para 25% sobre bens da Coreia do Sul, mas o won e a bolsa de Seul ignoraram e subiram hoje. Às 11h52, o dólar caía 0,95%, a 1.439,55 wons, enquanto o índice Kospi disparou 2,7% e marcou nível inédito de fechamento acima dos 5 mil pontos (5.084,85 pontos). O índice Kosdaq, que reúne ações de tecnologia e pequenas e médias empresas da Coreia do Sul, encerrou em alta de 1,71%, a 1.082,59 pontos.
Já a União Europeia (UE) e a Índia concluíram nesta terça-feira as negociações de um acordo de livre-comércio, criando uma zona econômica que abrange 2 bilhões de pessoas.
Damico destaca ainda a atratividade do carry trade do Brasil e a entrada de mais de R$ 5 bilhões de estrangeiros na renda fixa em dezembro, além da retomada de fluxo para a bolsa em janeiro. Ressalta, porém, que uma reversão do cenário externo pode recolocar riscos fiscais e políticos domésticos no centro da precificação do câmbio, com a crise do Banco Master no radar e adicionando alguma cautela.
O ajuste no câmbio está alinhado à fragilidade persistente da divisa americana no exterior frente seus pares desenvolvidos e divisas emergentes ligadas a commodities, afirma Jefferson Rugik, diretor da Correparti. O IPCA-15 abaixo da mediana do mercado reforça a expectativa de Selic estável amanhã e a manutenção de um diferencial de juros ainda atrativo, o que ajuda o real.
O fluxo de capital estrangeiro é positivo e há venda de moeda americana por exportadores dentro da normalidade, afirmou o diretor da Correparti.
Marcio Riauba, gerente da mesa de operações da StoneX, afirma que o real se destaca entre as moedas emergentes e deve se beneficiar ainda das decisões de política monetária do Copom e do Fed. A expectativa dos analistas financeiros é de manutenção da Selic em 15% ao ano e das taxas dos Fed Funds à faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
O pano de fundo externo segue dominado por riscos políticos nos EUA, como a ameaça de novo shutdown, tensões comerciais envolvendo tarifas contra a Coreia do Sul e sinais ainda frágeis da recuperação chinesa, fatores que mantêm a volatilidade elevada e influenciam o comportamento do dólar e dos ativos globais, aponta Rafael Passos, analista da Ajax Asset.
O ajuste está alinhado com a fragilidade persistente da divisa americana no exterior frente seus pares desenvolvidos e divisas emergentes ligadas a commodities, reitera Jefferson Rugik, diretor da Correparti. O IPCA-15 abaixo da mediana do mercado reforça a expectativa de Selic estável amanhã e a manutenção de um diferencial de juros ainda atrativo, o que ajuda o real. O fluxo de capital estrangeiro é positivo e há venda de moeda americana por exportadores dentro da normalidade, acrescenta.
Por volta das 12h24, o dólar à vista caía 1,07%, a R$ 5,2231. No período, a máxima, a R$ 5,2780 (-0,03%). No mercado futuro, o dólar para fevereiro recuava 1,11%, a R$ 5,230, com giro de negócios registrado de cerca de US$ 6,209 bilhões.
MERCADOS INTERNACIONAIS
A expectativa para a decisão de juros de amanhã do Federal Reserve (Fed) pressionava o dólar ante moedas rivais – com força particular do franco suíço -, diante de uma possível reação negativa da Casa Branca a comentários do presidente do BC americano, Jerome Powell, e dos riscos de perda de credibilidade da instituição com a troca de chefia da instituição, prevista para maio. Os juros dos Treasuries subiam na maior parte da curva, enquanto o ouro se mantinha volátil, com a forte demanda por ativos de segurança se contrapondo à realização de lucros após a alta acumulada de mais de 10% na última semana. Os principais índices acionários de Nova York e da Europa não seguiam direção única, influenciados pela nova temporada de balanços enquanto investidores aguardam por falas do presidente dos EUA, Donald Trump, com as negociações comerciais de volta ao radar. O petróleo, por sua vez, avançava em torno de 1%, em meio a ponderações sobre oferta e demanda e com as tensões no Oriente Médio voltando a escalar.
O Fed iniciou hoje a reunião de política monetária que será encerrada amanhã com o anúncio da decisão de juros de janeiro. A ampla expectativa, de acordo com a ferramenta de monitoramento do CME Group, é que o BC americano mantenha os juros no nível atual entre 3,50% e 3,75%. Na avaliação do Swissquote Bank, no entanto, a grande atenção será para os comentários de Powell na coletiva de imprensa, que deve reforçar a mensagem de dependência de dados antes de possíveis novos cortes nos juros. A “inação”, segundo o banco, pode “provocar novas reações negativas” de Washington. “A questão é que o Fed ainda mantém credibilidade sob a liderança de Powell, justamente porque ele resistiu à pressão política. No dia em que ele deixar o cargo, essa credibilidade poderá ser questionada”, explica, ao justificar a pressão do dólar e um fator positivo para os metais preciosos.
O ING destaca que os leilões de títulos do Tesouro americano de cinco ou sete anos potencialmente fracos, resultados financeiros muito abaixo do esperado por parte das gigantes de tecnologia americanas e os fortes fluxos para mercados emergentes são ligeiramente negativos para o dólar. Por outro lado, o franco suíço demonstrava desempenho particular contra a moeda americana, e ainda que o euro – no maior nível desde junho de 2021 -, a libra e o iene registrem avanço ante o dólar, não é de maneira tão expressiva.
Para o Barclays, a forte queda do par USD/JPY após os sinais de intervenção pode se traduzir em uma tendência de depreciação do dólar “mais ampla e expressiva”, enquanto o MUFG avalia que o iene começou a devolver parte de seus ganhos recentes e provavelmente retomará a desvalorização sem novos sinais de intervenção. Hoje, a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, disse que o governo tomará as medidas apropriadas nos mercados cambiais, conforme necessário, e que manterá uma comunicação próxima com os EUA sobre o tema.
Dentre as commodities, o ouro chegou a subir e bater a marca de US$ 5.097,30 por onça-troy durante a manhã, mas se fixou em território negativo no início da tarde. Segundo o Swissquote, é provável que aconteça uma correção significativa para baixo nos preços do metal precioso, mas os “fundamentos” que fortalecem o ouro “permanecem muito vivos”, diante tensões geopolíticas e comerciais. A situação dava suporte ao petróleo, também impulsionado pelo impacto do frio intenso nos EUA na produção da commodity.
Em entrevista para uma rádio nesta manhã, Trump reafirmou que uma grande armada dos EUA está indo em direção ao Irã, mas espera não utilizá-la. Ontem, o chefe da Casa Branca sinalizou que acredita que Teerã deseja negociar, mas ainda não tomou uma decisão final sobre uma possível ofensiva no país persa. Incertezas em relação ao acordo sobre a Groenlândia se mantém, o que prolonga preocupações da relação com os europeus.
Trump deve discursar hoje sobre redução do custo de vida para os americanos (affordability) e há a possibilidade de um pronunciamento da proposta do republicano para manter estáveis taxas que Medicare paga às seguradoras. Afetadas pela divulgação de balanço hoje, as ações das empresas de saúde sofrem forte queda em Nova York, com destaque para a UnitedHealth, que cedia mais de 15%. Outras gigantes, como Boeing, General Motors e American Airlines também divulgaram resultados nesta manhã. No cenário doméstico americano, ainda há preocupações sobre um possível novo shutdown a partir da próxima semana.
Enquanto as relação dos EUA com a Europa seguem estremecidas, o bloco europeu busca fortalecer laços com outros países e firmou hoje um acordo histórico com Nova Délhi que envolve liberalização tarifária agrícola, bem como fortalecimento de investimentos, serviços, cadeias globais de valor e cooperação geopolítica.
Conteúdo publicado na plataforma Broadcast (PDF abaixo).