Sala de Imprensa
11/11/2025 • 3 mins de leitura
Resolução 179 da CVM completa um ano e acelera adoção do modelo “fee based” no Brasil
É um modelo que efetivamente reduz o risco de conflitos…

Após ajustar a estrutura na transição para se tornar corretora de valores mobiliários, em sociedade com a XP, a Monte Bravo planeja investir mais de R$ 300 milhões nos próximos cinco anos para trazer profissionais que estejam alinhados ao modelo “Fee Based”, em que a remuneração pelo serviço de distribuição ou aconselhamento é paga pelo cliente, e não deriva de rebates e outras comissões vindas da plataforma pela distribuição de fundos, corretagem ou de títulos de crédito bancário e corporativo.
Atualmente, a força comercial conta com 180 assessores de investimentos e o objetivo é chegar a 400 profissionais dedicados até 2030, segundo Filipe Portella, cofundador e executivo-chefe (CEO) da instituição.
Em novembro, a corretora atingiu R$ 8 bilhões no modelo de taxa fixa, dos R$ 45 bilhões atuais, e pretende encerrar o ano com R$ 10 bilhões. “Mais da metade dos novos clientes já vem como fee based, e acredito que vá ser 100% em breve”, diz Portella.
“Enquanto o cliente for atendido no banco ou na corretora pelo transacional, o conflito, em algum momento, vai se evidenciar. O fee é um modelo mais alinhado no longo prazo para crescer a carteira e remunerar melhor o profissional, não por produto, mas pela alocação”, prossegue.
O planejamento prevê atingir R$ 200 bilhões sob o seu guarda-chuva em cinco anos. Portella diz não descartar transformar o negócio numa corretora “full”, dona da própria custódia, nessa trajetória.
A XP acertou ficar com 45% do negócio quando os executivos do então escritório de agentes autônomos resolveram dar um passo para montar uma corretora “light”, em que a custódia e a retaguarda operacional permanecem com a plataforma. A operação foi aprovada pelo Banco Central (BC) no ano passado.
Reportagem produzida por Adriana Cotias para o Valor Econômico.