Após tantos recordes, como está a bolsa do Brasil entre os principais emergentes

30/01/2026 • 2 mins de leitura

Ibovespa subiu 20% em dólares em janeiro até a última quinta-feira (28), mas não ganhou de ativos ligados à Turquia e Coreia do Sul

A bolsa de valores brasileira não pegou o elevador sozinha em 2026. Para alcançar da máxima nominal histórica de 184,6 mil pontos, o principal índice da B3, o Ibovespa, bateu recorde em pontuação oito vezes no ano e avançou 20% em dólares, mas não subiu muitos andares a mais do que seus pares.

Segundo levantamento do estrategista-chefe da Monte BravoAlexandre Mathias, a alta da bolsa brasileira superou a maioria dos índices que compõem o MSCI EM, principal referencial para ações em mercados emergentes. Só ficou atrás do desempenho dos indicadores de dois países considerados em desenvolvimento: Turquia e Coreia do Sul (veja detalhes abaixo).

Na América Latina, o Ibovespa também não ganhou das bolsas de Peru e Colômbia, que, no entanto, estão fora do MSCI EM.

No levantamento, Mathias considerou dados de janeiro até a tarde de quinta-feira (29), quando o Ibovespa estava 0,7% atrás do seu recorde nominal, em 183,3 mil pontos.

O fato de muitas bolsas em diversos países registrarem alta ajuda a mostrar que o fator fundamental por trás das altas tem caráter global e não está ligado a fundamentos específicos de cada país.

O fluxo de saída de capital estrangeiro dos EUA turbinou ativos de países emergentes neste início de ano e levou o índice MSCI EM a seu maior patamar desde 2018. As tensões geopolíticas provocadas por Donald Trump também reforçaram a busca por proteção no mercado. O ouro, que subiu cerca de 24% em janeiro até o dia 28, também ganhou com esse movimento.

*Sob supervisão da jornalista Marta Sfredo

Leia aqui a matéria publicada no Zero Hora.