08/10/2021 às 11:30

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Sexta

Out

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Por Rebeca Nevares, Sócia da Monte Bravo.

A renda fixa voltou a chamar a atenção dos investidores recentemente com o aumento da taxa básica de juros. No início do ano, ela estava na casa dos 2% e, desde então, foi elevada algumas vezes. Em 6,25% atualmente, algumas casas esperam que ela encerre o ano em mais de 8%. Algumas já falam, inclusive, em dois dígitos para 2022. 

Tudo isso para conter a elevação de preços. O Boletim Focus tem revisado o IPCA para cima, semana após semana, e as falas de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, sobre elevar a Selic até “onde for necessário para recolocar a inflação na meta”, deixa claro quais serão os próximos passos. 

Ao mesmo tempo, o índice Ibovespa amarga uma queda de mais de 6% em 2021 e tem seguido o movimento das bolsas globais. Vale ressaltar que o movimento de ajuste monetário iniciado pelo Banco Central do Brasil não é exclusividade nossa. Há um padrão semelhante ao redor do mundo, com agentes econômicos de praticamente todos os países preocupados com o aumento de custos. 

Com este cenário na mesa e uma inflação que tende a não ser mais transitória, qual o melhor caminho para o investidor(a)?

Em primeiro lugar, é importante destacar que o ajuste promovido ao redor do mundo tira a atratividade do mercado acionário. Dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) mostram que fundos de renda fixa têm batido recordes de captação. 

Neste sentido, a dica é considerar a busca por fundos e títulos pós-fixados atrelados ao IPCA ou à taxa básica de juros. Estas classes ajudam a perseguir os ajustes da política monetária e protegem da inflação.

Além disso, existe um outro lado da renda fixa pouco comentado, mas que tem oferecido retornos mais expressivos. Vale lembrar, no entanto, que há riscos envolvidos, apesar desta classe já oferecer retornos pré-estabelecidos. 

São os fundos e títulos de crédito privado (Debêntures, CRIs, CRAs). Hoje já é possível encontrar no mercado emissões que paguem 12% ou 13% ao ano.

Porém, como alertei, existem perigos envolvidos neste tipo de operação. Por se tratar de crédito privado, obviamente, há o problema de calote e liquidez. Por outro lado, o investidor(a) “sofre” um pouco menos por não haver a volatilidade vista em outros mercados. 

Como sempre, o caminho é adotar uma boa estratégia de diversificação para que os ativos bons ajudem a compensar eventuais perdas. 

Se você tem dúvidas, não deixe de buscar a ajuda de um profissional de investimentos. O mercado é complexo e o mundo atual exige um bom direcionamento dos recursos para obter retornos consistentes. Bons negócios! 

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